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Mais arrocho para enfrentar a crise
25 de agosto de 2015A gestão Paulo Câmara (PSB) colocará em curso um novo “choque de gestão” para chegar ao final do ano sem maiores turbulências financeiras. Ontem, em reunião com todo o secretariado, o governador definiu que a meta perseguida pelo Plano de Contingenciamento de Gastos (PCG) agora será de R$ 920 milhões – R$ 600 milhões a mais do que o previsto em fevereiro.
Os secretários estaduais foram orientados, mais uma vez, a reduzir as despesas internas e agora têm a missão de fazer cortes nos serviços prestados por suas pastas. Uma das saídas estudadas é reduzir o horário de atendimento em alguns órgãos estaduais de modo que consiga se gastar menos com energia elétrica, já que o pico no consumo é a partir das 17h30. As medidas serão tomadas de acordo com a característica de cada órgão. “Nós, na Fazenda ou no Nú- cleo de Gestão, não temos a sensibilidade da ponta. Quem sabe é o secretário que presta o serviço. Nas próximas duas semanas serão realizadas reuniões para acertar onde serão feitos os ajustes”, destacou o secretário da Fazenda, Márcio Stefanni, porta-voz do governo após a reunião.
O secretário disse que a política de cortes do governo buscará preservar as ações bá- sicas. “Há a possibilidade de readequação de serviços prestados à população, mantendo sempre os mais essenciais. Tendemos a priorizar Educação, Saúde e Segurança que são comuns a toda a população”, enfatizou. De acordo com informa- ções de bastidores, a reunião foi tranquila e apenas uma secretaria foi colocada na berlinda por não ter cumprido as metas estabelecidas em fevereiro. Até agora, segundo dados da Fazenda, o plano resultou numa economia de R$ 210 milhões.
Como o governo precisará cortar ainda mais na carne, haverá uma redução no quadro de terceirizados e Paulo Câmara não descarta uma reforma administrativa no final do ano. Como em outras ocasiões, os problemas locais foram vinculados a questões externas. “A economia do Brasil e de Pernambuco foi muito impactada pela crise da Petrobras, pela crise da Lava Jato. Tivemos um dos maiores desempregos do Brasil. A refinaria parou de uma hora para a outra e os investimentos nos estaleiros também. A receita tem sido mais fraca do que esperávamos. Não se compra, não se consome e se não se consome não se arrecada imposto”, argumentou Stefanni.
REAJUSTE
O governo estadual também sinalizou que os servidores públicos não deverão ter uma melhoria salarial este ano, já que o Estado não pode ampliar a folha de pagamento e infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Hoje a lei não nos permite conceder reajustes. Qualquer concessão de reajuste seria ilegal”, falou o secretário.
O auxiliar de Paulo Câmara contestou que a gestão não esteja pagando aos terceirizados, garantiu que o governador honrará o pagamento dos servidores públicos em dia, ao contrário de outros Estados, e indicou que os aprovados em qualquer concurso realizado pelo governo não serão chamados este ano. “Estamos impedidos de contratar”, disse.
Fonte: Jornal do Commercio
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