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Agências no Estado paralisam atividades a partir de hoje Servidores do INSS em greve

10 de julho de 2015

A partir de hoje, por tempo indeterminado, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está em greve. Além das questões salariais, os trabalhadores reivindicam por melhores condições de trabalho, pela implantação de um plano de cargos e carreiras e pela mudança no modelo de gratificações por metas cumpridas. Os segurados que possuem agendamento para atendimento e são forem atendidos devido à paralisação terão que reagendar na própria Agência de Previdência Social (APS). O segurado poderá confirmar a nova ata ligando para a Central 35 no dia seguinte à data originalmente marcada para o atendimento.

Do total de servidores públicos federais em saúde e previdência social de Pernambuco, que conta 1,6 mil trabalhadores, 30% continuará realizando apenas os serviços essenciais. “Os servidores vão realizar uma triagem para o atendimento. As perícias médicas vão depender se a agência realiza esse tipo de serviço”, esclareceu o coordenadorgeral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social (Sindsprev), José Bonifácio. A paralisação irá afetar todas as agências do INSS em Pernambuco e também parte dos serviços de saúde em policlínicas e hospitais.

O modelo de gestão produtivista é uma reivindicação há cerca de cinco anos, de acordo com Bonifácio. “Esse modelo faz com que os servidores adoeçam. O servidor tem metas a cumprir para garantir o salário”, argumentou. Ainda segundo o coordenador-geral do Sindsprev, o Governo Federal apresentou um índice total de reposição salarial de 21,3% (o que corresponde a 5,5% para 2016) para os próximos quatro anos, enquanto a categoria pede 27,03% somente para 2016.

Com a redução de gastos, em função do momento que atravessa a economia, Bonifácio acrescentou que as condições dentro das APS são condenáveis. “São impressoras quebradas que não são repostas, sistemas lentos. Tudo isso atrasa a vida do usuário, que acredita que é o servido que não tem competência”, disparou. O contingente de trabalhadores também é um pleito da categoria, uma vez que, segundo Bonifácio, vem diminuindo. O motivo? Falta de perspectiva na carreira. “Por isso, estamos querendo que o Governo aumente a quantidade de concursos públicos, para suprir essa falta de trabalhadores, que seguem para outras áreas ou se aposentam”, afirmou, acrescentando que mais de 40% do servidores do País já têm condições de se aposentar. “O INSS pode sofrer um colapso caso todos se aposentem”.

Fonte: Folha de Pernambuco

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