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Cresce medo do desemprego
6 de julho de 2015O medo do desemprego da população brasileira atingiu o maior nível desde 1999, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ontem.
Segundo os dados, o índice que mede a aflição dos brasileiros em relação ao mercado de trabalho atingiu 104,1 pontos. O resultado é 36,8% maior que em junho do ano passado. Já na comparação ante março, último mês pesquisado, a alta é de 5,4%.
A CNI realiza a pesquisa quatro vezes por ano, sempre nos meses de março, junho, setembro e dezembro. O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre 18 e 21 de junho de 2015. De acordo com a confederação, o aumento no índice demonstra que as expectativas da população em relação ao mercado de trabalho continuam se deteriorando. Na indicação por região, a Sul é onde o índice atingiu maior pontuação, com 108,5, seguido por Norte/Centro Oeste (105,9), Sudeste (105,2) e Nordeste (99,4).
Já na análise entre a renda familiar, o medo do desemprego atingiu o maior nível para os que possuem rendimento acima de dez salários mínimos, com 109,0 pontos, enquanto os que ganham até um salário mínimo são os que temem menos o mercado, com 93,7 pontos.
Outro estudo, o Índice de Satisfação com a Vida, mostra uma melhora de 1% na comparação com março. A CNI, no entanto, considera a melhora “insuficiente” para reverter a tendência de queda que vem sendo verificada. Se comparado a junho de 2014, o índice apresenta recuo de 7,3%.
O temor da população acerca do desemprego vai ao encontro dos dados no País. No último trimestre, a taxa oficial registrou alta e ficou em 8%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período do ano passado, estava em 7,1%.
Em maio, a taxa ficou em 6,7%, sendo a maior para o mês desde 2010, quando foi de 7,5%. Em abril, a taxa já havia subido de 6,2%, em março, para 6,4%, a maior desde maio de 2011. A Região Metropolitana do Recife registrou a segunda maior taxa de desemprego, com 8,5%. Na comparação com maio do ano passado, a taxa de desocupação na cidade subiu de 7,2% para 8,5%.
PESSIMISMO
O medo do desemprego é mais uma das consequências da atual conjuntura econômica do País. Outra taxa negativa divulgada pela CNI na última semana foi o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), que caiu 2,5% em junho em comparação a maio, registrando o menor nível desde junho de 2001. Quanto menor o índice, maior o pessimismo dos consumidores.
Na comparação com junho do ano passado, o índice caiu 9,5%. De acordo com a CNI, a deterioração na confiança em relação à economia é preocupante porque os efeitos ultrapassam o consumo e levam ao adiamento dos investimentos das empresas, dificultando a recuperação da economia. A maior queda foi registrada no índice de renda pessoal, que recuou 12,2% de um mês para outro. O indicador de estimativa sobre a situação financeira caiu 9,8% na mesma comparação. O índice de endividamento caiu 3,8%; e o de infla- ção, 0,6%. Em todos os casos, a retração no indicador demonstra piora nas expectativas.
Fonte: Jornal do Commercio
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