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Recife tem maior IDH no Nordeste

2 de julho de 2015

No ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), Recife aparece como a melhor capital. Nos dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a capital pernambucana, com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, apresenta IDHM de 0,772. Os indicadores do Atlas do Desenvolvimento Humano foram divulgados em novembro de 2014 e atualizados ontem.

Mas, quando o assunto é região metropolitana, as notí- cias não são tão boas assim. O Grande Recife fica atrás das regiões metropolitanas de Salvador (BA) e de São Luís (MA) no Nordeste. E, no Brasil, ocupa a 15ª colocação geral. A atualização ontem incluiu Maceió (AL), Baixada Santista (SP), Campinas (SP) e Vale do Paraíba/Litoral Norte (SP).

Para a lista, são levados em conta três itens: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda). O fato é de que o IDHM do Recife segue numa crescente. Nos últimos dois levantamentos — em 1991 e em 2000 —, o Recife tinha o índice de 0,576 e 0,660, respectivamente.

A pesquisa é realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Fundação João Pinheiro.

Para os dados restritos do Recife, a expectativa de vida na capital pesa bastante para o desempenho frente a outros municípios da mesma região, com um índice de 0,825, seguida da renda (0,798) e educação (0,698). A capital de Sergipe, Aracaju, vem logo atrás, com 0,770 geral.

Entre os bairros do Recife, aparecem com maiores índices de desenvolvimento Espinheiro, Jaqueira, Tamarineira e Casa Amarela, todos com 0,955, seguidos de Graças e Aflitos (0,952) e a orla de Boa Viagem (0,951). Na base do índice, estão a área rural de Ipojuca (0,523) e Jussaral, no Cabo (0,559).

PIOR E MELHOR

A região metropolitana de Maceió ficou na última posi- ção entre 20 regiões analisadas. O ranking do IDH continua liderado pela Grande São Paulo, mas agora tem Campinas na segunda posição, empatada com o Distrito Federal. O Vale do Paraíba entrou na lista em 5º, e a região de Santos, em 6º. Apesar de ficar em último, Maceió teve crescimento de 24% no IDH em uma década. O aumento foi maior do que o das regiões paulistas, que avançaram 11% (Vale e Baixada) e 12% (Campinas). 

Fonte: Jornal do Commercio

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