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R$ 1 trilhão em tributos
30 de junho de 2015O Brasil já arrecadou R$ 1 trilhão em impostos federais, estaduais e municipais. O montante, registrado ontem no Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), atingiu o valor 11 dias antes em relação ao ano passado, o que, segundo a ACSP, prova que a tributação vem aumentando a cada ano.
De acordo com estudo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa- ção (IBPT), Pernambuco arrecadou mais de R$ 22 bilhões, o que representa 2,22% do total. Até hoje, cada brasileiro já pagou R$ 4.980,50 em tributos. Até o final do ano, cada cidadão terá pago, aproximadamente, R$ 10.298,50.
Ainda segundo a pesquisa, o Brasil deve fechar o ano de 2015 com arrecadação próxima dos R$ 2,07 trilhões, um crescimento nominal de aproximadamente 5,8% sobre 2014. O coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, explica que o aumento de tributos resultou no recorde histórico. “Os ajustes fiscais, como o IOF, PIS/Cofins, IPI de automó- veis e produtos de beleza, as alterações na base de cálculo da energia elétrica e dos combustíveis fazem com que haja um crescimento da arrecadação nominal”, diz.
Para o coordenador, a cobrança de tributos intensa por parte do governo não significa melhorias para a sociedade. “O dinheiro é sugado para irrigar os cofres públicos, mas boa parte não tem uma aplicação correta. O melhor seria o governo enxugar os gastos públicos e não arrochar tanto os contribuintes”, ressalta. “Quando o governo gasta, a sociedade é quem paga, seja por aumento de impostos, dívidas ou pela inflação – pior é quando pagamos dos três jeitos”, diz o economista da ACSP Marcel Solimeo.
O economista lembra que o retorno para a sociedade está longe de ser compatível com o valor arrecadado. “Pagamos impostos equivalentes aos de países mais desenvolvidos, que oferecem, em contrapartida, serviços de alta qualidade, enquanto a gente recebe de péssima qualidade”, critica.
Ele lembra que o Impostômetro da ACSP tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade. “A gente paga muito imposto e tem direito de exigir serviços apropriados. O País é um grande condomínio e, se o síndico gastar muito, não adianta reclamar depois”, compara.
Fonte: Jornal do Commercio
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