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PCR: menos gastos em 2015

23 de junho de 2015

Após o prefeito Geraldo Julio (PSB) pedir empenho aos seus secretá- rios para cortes de despesas de custeio, levantamento feito pelo JC a partir de dados do Portal da Transparência em nove unidades administrativas – secretarias e órgãos municipais (veja na arte) – revela que houve uma diminuição no total de despesas comparando o período entre janeiro e maio de 2015 e 2014, o que indicaria um ritmo menor na execução orçamentária este ano.

Nos cinco primeiros meses de 2014, as despesas desses nove órgãos foram de R$ 783,59 milhões contra R$ 706,73 milhões do mesmo período deste ano. As maiores quedas foram verificadas na Secretaria de Saúde (-46%), URB (-26%) e na Emlurb (-11,3%). Chama a atenção, neste ponto, a Secretaria de Saneamento, que este ano ainda ainda não executou nenhum centavo em despesa. Outras pastas e órgãos, por outro lado, ampliaram suas despesas, casos da Secretaria de Educação (+19,4%) do Iasc (+17,8%), e outras permaneceram praticamente estáveis, como a Fundação de Cultura (+2,4%) e CTTU (+1,6%).

O secretário municipal de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo, explicou que o aumento ou redução de despesas não está diretamente ligado ao ano de crise ou aos cortes de recursos federais que a prefeitura enfrenta. “Tem contratos que estavam sendo pagos no início de 2014 e este ano, não. Ou vice-versa. É o caso da Via Mangue, por exemplo, que retomou obras, e do Hospital da Mulher. Na secretaria de Juventude, houve compra de equipamentos. Aí dá a diferença de despesa”, explicou.

Rebêlo acrescenta que a queda de despesas em algumas áreas como a Emlurb se deve ao fato de, no ano passado, a prefeitura ter realizado um investimento maior em iluminação pública. No caso da Saúde, houve uma mudança contábil e parte da receita e dos pagamentos foram transferidos para o Fundo Municipal de Saúde.

Até o final da semana, a Controladoria do Município montará uma agenda com as secretarias para analisar os contratos de cada pasta. Em julho, serão realizadas as reuniões para rever os acordos.A análise será detalhada, avaliando item a item cada contrato.

No final de julho, segundo o secretário, será possível ter um diagnóstico de todas as secretarias e órgãos para, então, calcular quanto poderá ser economizado. “É um esforço para manter o padrão de investimentos na casa dos R$ 400 milhões”, disse Rebêlo. O valor éomesmo do ano passado. 

Fonte: Jornal do Commercio

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