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Demissão bate recorde

22 de junho de 2015

Pela primeira vez em 23 anos, o número de demissões no Brasil superou o de admissões em um mês de maio. O resultado divulgado ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou que 115.599 postos de trabalho foram fechados no mês passado. O número corresponde às 1.464.645 admissões contra as 1.580.244 demissões registradas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em comparação com abril deste ano – que também foi negativo – houve uma variação de -0,28%. Entre as 26 unidades da federação e o Distrito Federal, Pernambuco foi o sétimo Estado com o pior desempenho.

Em comparação com o cadastro divulgado em abril, houve uma redução de 0,55% nos postos de trabalho oferecidos em Pernambuco. O setor responsável pelo maior impacto no saldo negativo foi o de serviços, com o fechamento de 4.411 postos, seguido da construção civil (-1.210 postos). O resultado positivo mais expressivo foi o da agropecuária, com 1.347 vagas geradas.

Dos 64 municípios pernambucanos inclusos no Caged, 37 tiveram saldo negativo. O Recife foi o que teve o pior desempenho, com 4.020 postos de trabalho fechados, número que representa -0,71% em comparação com o mês de abril. O ranking do saldo negativo continua – porém com menos volume – com Ipojuca (-1.748 postos), Jaboatão dos Guararapes (-705), Sirinhaém (-639) e Vitória de Santo Antão (- 232).

O melhor resultado de Pernambuco ficou com a cidade de Petrolina, que criou 594 novas vagas de trabalho, uma variação positiva de 0,98% em relação a abril. Na sequência vêm Olinda (220 postos de trabalho), Goiana (86), Bom Conselho (65) e Araripina (55). Na série com ajustes, que considera as informações enviadas pelos empregadores fora do prazo determinado pelo MTE, o acumulado dos cinco primeiros meses deste ano em Pernambuco ficou no encerramento de 63.121 postos de trabalho. Ainda considerando as informações com ajustes, nos últimos 12 meses, o saldo ficou em -44.881.

O Nordeste foi a segunda região com pior desempenho, atrás apenas do Sudeste. Dos nove Estados nordestinos, oito registraram saldo negativo, liderados por Alagoas, que encerrou 9.627 vagas. Pernambuco teve o terceiro pior resultado da região.

O Estado com o pior índice do País foi São Paulo: -23.037 postos de trabalho. O resultado foi impulsionado principalmente pela indústria de transformação, que fechou 15.585 vagas. Na sequência, aparecem a construção civil (-8.769), serviços (-7.838) e comércio (-4.095). Depois de São Paulo, os maiores saldos negativos ficam com o Rio Grande do Sul (-15.815), Rio de Janeiro (-11.105), Minas Gerais (-10.024), Alagoas (-9.627) e Bahia (-7.419).

Considerando o quadro nacional, a variação entre os meses de abril e maio deste ano ficou negativa em -0,59%. Quando se considera a série ajustada, o acumulado do ano chegou ao decréscimo de 243.948 empregos e, nos últimos 12 meses, foram -452.835 postos de trabalho. O setor com maior impacto no desempenho do Brasil foi a indústria de transformação (-60.989), seguida dos serviços (-32.602), construção civil (-29.795) e comércio (-19.351). A agropecuária ficou com o único saldo positivo: 28.362.

O desempenho do País foi muito pior que o esperado, já que a mediana das expectativas de analistas apontava para o fechamento de 38 mil postos no mês, segundo pesquisa da Reuters. “Nos últimos 12 anos foram criados 21 milhões de postos de trabalho, porém é preciso ajustar a economia para que possamos continuar gerando vagas formais. Somente o FGTS vai aportar este ano cerca de R$ 70 bilhões, que vai beneficiar, principalmente, o setor da construção civil”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que defendeu que haverá uma melhora na gera- ção de vagas no segundo semestre

Fonte: Jornal do Commercio

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