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Câmara define forma de votar reforma política

21 de maio de 2015

A reforma política será votada em plenário de forma fatiada, com oito temas em separado. Foi o que revelou ontem o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse ontem que a reforma política será votada diretamente em plenário de forma fatiada, com oito temas em separado. "Fizemos um acordo de procedimento que vai ser tratado na segunda-feira, 25, sobre uma ordem de votação dos temas a partir de terça-feira, 26). Serão votados: 1º o sistema de votação, 2º, o financiamento de campanha, 3º , a decisão sobre o fim ou não da reeleição, 4º, o tamanho do mandato, 5º, a coincidência de mandato, 6º, a cota das mulheres, 7º, o fim de coligações, 8º, a cláusula de barreira", afirmou Cunha.

O presidente está puxando para si, apoiado pelos líderes partidários, a atribuição que a comissão especial criada para apresentar uma proposta de consenso do Congresso sobre a reforma política não conseguiu entregar. Pouco antes do anúncio, Cunha recebeu o manifesto de entidades civis contrárias às propostas de reforma debatidas na Câmara. O grupo se posicionou contrário a temas como o chamado "distritão" (eleição dos mais votados nos Estados para o Legislativo) e o financiamento privado de campanha.

Ao ser questionado se a reforma que será votada não deveria envolver um debate mais amplo com a sociedade, o presidente da Câmara disse que o tema é discutido há bastante tempo e que os parlamentares precisam votar. "Esse debate se dá com a apreciação para votar em debate, não adianta a gente ficar aqui explicando todo dia ou falando para a imprensa ou qualquer meio que a gente quer votar a reforma política se a gente não vai no plenário e vota", afirmou.

Ao JC, o deputado Tadeu Alencar (PSB-PE), que é vice-presidente da comissão que discute a reforma política, afirmou que, após uma forte reação contrária à votação direta no Plenário, Cunha havia feito um acordo para que o grupo votasse o relatório do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) na segunda à tarde, permitindo que o tema entrasse na pauta de votações do dia seguinte. "Eu não creio que depois de ter afirmado com tanta segurança (que o grupo votaria o relatório), se possa agora voltar a querer diminuir o trabalho da comissão", avaliou Tadeu Alencar.

Já segundo o deputado Fernando Filho (PE), líder do PSB na Câmara, o encontro de líderes de ontem apenas definiu que a votação da reforma política seria feita de forma fatiada para evitar que o parlamentar que discorde de algum dos temas vote contra todo o projeto. "Não ficou acertado nada sobre a votação na comissão", disse. "O presidente ficou de conversar com a assessoria técnica da Casa, com o presidente da comissão e de voltar a reunir os líderes, na segunda-feira", explicou.

Fonte: Jornal do Commercio

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