Notícias
Petrobras perde R$ 21,6 bi
23 de abril de 2015A Petrobras amargou um prejuízo de R$ 21,6 bilhões no ano passado por conta de R$ 44,6 bilhões de desvalorização de ativos e perdas de R$ 6,2 bilhões com a corrupção investigada na Operação Lava-Jato. O resultado dos balanços contábeis do terceiro trimestre e do ano de 2014 foi anunciado na noite de ontem com meses de atraso. As informações financeiras finalmente foram auditadas pela empresa PricewaterhouseCooper (PwC), que provocou o atraso na divulgação dos dados ao se recusar em assinar o documento sem que as perdas contábeis com a corrupção fossem apuradas.
Os dados mais esperados pelo mercado foram os ajustes com as perdas com a corrupção, que somaram R$ 50,8 bilhões, sendo R$ 6,2 bilhões apenas referente à Operação Lava-Jato. Os outros R$ 44,6 bilhões foram resultado da desvalorização de ativos causada pela postergação de projetos em curso, pela queda do preço do petróleo e expectativa da permanência deles em patamares menores do que os estimados pela companhia e pela redução de demanda e margens de produtos petroquímicos. Apenas a postergação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) foi responsável pela desvalorização de R$ 21,8 bilhões.
O provisionamento com perdas de recebíveis do setor elétrico, de R$ 4,5 bilhões, as baixas dos valores relacionados à construção das refinarias Premium, que foram paralisadas, de R$ 2,8 bilhões, e o provisionamento do Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário, de R$ 2,4 bilhões, completam a justificativa da diretoria para o prejuízo de R$ 21,6 bilhões da maior empresa brasileira.
Apesar dos números bastante ruins apresentados, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou que a publicação do balanço foi um “passo fundamental para o pleno resgate da credibilidade da companhia perante a sociedade brasileira, seus acionistas e fornecedores, rumo ao esclarecimento completo dos desvios que lesaram a empresa”. Segundo ele, a partir da publicação a empresa vai restabelecer sua normalidade. “O maior desafio não se esgotava nos números de receita e despesas. E sim em retratar com fidelidade a reavaliação dos valores dos ativos. Fizemos um teste de imparidade (impairment) trazendo a valores atuais o custo de ativos. Para levantar as perdas com a corrupção, de R$ 6,2 bilhões, usamos informações da Polícia Federal e em cálculos apurados pelas auditorias internas da Petrobras”, destacou. Foram criadas 105 auditorias para analisar atos dos empregados, apenas na gestão de Aldemir Bendine, que assumiu em fevereiro.
“Obtivemos a chancela da PwC. Ao marco do balanço soma-se um conjunto de ações da companhia. Em especial em relação a contratação de fornecedores com mais segurança a partir de agora. A Petrobras não vai parar, nem dar ré”, acrescentou.
Fonte: Diario de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]