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Tabela do IR: reajuste de 4,5%

3 de fevereiro de 2015

BRASÍLIA – O ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) afirmou ontem que a necessidade de se ter responsabilidade fiscal levou o governo a definir em 4,5% o reajuste da tabela de Imposto de Renda para 2015.

Mercadante indicou que o governo não tem condições de promover um aumento de 6,5%, índice aprovado pelo Congresso, mas que acabou sendo vetado pela presidente Dilma Rousseff.

Com o apoio de parte da base governista no Congresso, a oposição ameaça derrubar o veto de Dilma.

O reajuste da tabela do Imposto de Renda alivia a todos os contribuintes, principalmente a classe média, porque aumenta as faixas de isenção de pagamento, a própria incidência do imposto e as despesas dedutíveis.

Mas como os reajustes na tabela ficam abaixo da inflação, cada vez mais este alívio é menor. Vale lembrar que no ano passado, o IPCA, inflação oficial do País, fechou em 6,41%.

"A presidenta Dilma expressou durante toda a campanha eleitoral o compromisso de um reajuste de 4,5%. Por que 4,5%? Isso tem um impacto em torno de mais de R$ 4 bilhões no Orçamento, e vivemos um momento em que o País desonerou muitos impostos", disse Mercadante após a sessão de inauguração dos trabalhos do Congresso Nacional.

"Precisamos ter responsabilidade fiscal. O reajuste possível na tabela do IR é 4,5%. Foi o que o governo apresentou no passado e é o compromisso que o governo tem com os assalariados brasileiros."

O veto de Dilma ocorreu após seu governo anunciar um pacote de elevação de tributos. O índice de 6,5% aprovado pelo Congresso é mais compatível com a inflação do ano passado.

Após o veto, o governo disse que editaria nova medida provisória restabelecendo correção próxima a 4,5%.

Não há ainda data prevista para que o Congresso vote o veto de Dilma. Para derrubá-lo, é necessários o voto de mais da metade dos deputados federais e dos senadores.

Fonte: Jornal do Commercio

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