Notícias
Terror deixa o mundo sem graça
8 de janeiro de 2015PARIS – Terroristas islâmicos invadiram ontem a sede da revista satírica francesa Charlie Hebdo, que já fora ameaçada pela publicação de charges sobre o islã no passado, e mataram a tiros 12 pessoas, deixando a França em profundo estado de choque. Os cartunistas mais influentes da França foram alvo do maior atentado no país em 50 anos. Outras 11 pessoas foram feridas e quatro delas estavam em estado grave até as 23h de ontem. A vigilância contra ameaças terroristas foi elevada ao seu nível de maior segurança na capital e arredores.
O ataque foi planejado e executado por pelo menos três pessoas. A polícia francesa capturou na noite de ontem o jovem Hamyd Murad, de apenas 18 anos. Após a prisão de Murad, os policiais – especialmente as unidades de elite – seguiam à procura dos irmãos franceses, de origem árabe, Said Kuachi, 34, e Cherif Kuachi, 32, o último um jihadista conhecido pelos serviços antiterroristas.
Os policiais advertiram que Cherif e Said Kuachi "estavam armados e são perigosos". Mais cedo, a rede NBC chegou a informar que um dos suspeitos teria sido morto, mas as autoridades não confirmaram a informação.
Segundo a imprensa francesa, um dos irmãos, Cherif, chegou a ser condenado em 2008 a 18 meses de prisão por terrorismo, sob a acusação de enviar guerrilheiros para ajudar insurgentes no Iraque.
Apesar de nenhum grupo ter assumido a autoria do atentado, uma das testemunhas, Cédric Le Béchec, 33, disse ao jornal britânico Telegraph que o grupo, antes de começar a atirar, abordou um homem na rua e disse: "Diga à imprensa que essa é a al-Qaeda no Iêmen".
Armados com fuzis Kalashnikov e encapuzados, dois deles desceram de um veículo Citroën C3, com vidros escuros, e entraram no prédio da redação, na Rua Nicolas Appert, a 400 metros da praça da Bastilha.
Os dois homens primeiro se dirigiram ao número 6, onde se situa a entrada dos arquivos do jornal, e bradaram "é aqui o Charlie Hebdo?". Ao se darem conta de que haviam se equivocado de endereço, entraram no prédio correto e abriram fogo com suas armas na recepção, matando uma pessoa.
Os terroristas seguiram para o segundo andar do edifício, onde era realizada a reunião de pauta da publicação – outra indicação de que o momento do atentado foi escolhido para causar o máximo de vítimas.
O advogado do semanário, Richard Malka, disse que os terroristas separaram as mulheres e pediram para os homens se identificarem e, só então, começaram a atirar à queima-roupa, indicando que os alvos já estavam previamente escolhidos.
Quatro eram os cérebros e os traços da Charlie Hebdo: o diretor de redação Stéphane Charbonnier, o Charb, Jean Cabut, o Cabu, Georges Wolinski e Bernard Verlhac, o Tignous.
Os terroristas executaram oito jornalistas, um visitante e o policial que mantinha guarda permanente junto ao diretor do jornal, Charb, após o incêndio criminoso ocorrido em 2011.
Após a chacina, os terroristas gritaram "Allahou Akbar!" ("Deus é grande!") e "Vingamos o profeta Maomé, matamos o Charlie Hebdo!". Na fuga pelas ruas de Paris, assassinaram mais um policial.
Segundo uma testemunha que sobreviveu ao se esconder atrás de uma mesa, os agressores falavam perfeitamente francês e se diziam representantes do grupo terrorista al-Qaeda.
O presidente François Hollande ordenou o aumento da segurança em todos os locais com maior potencial de alvo de ataque terrorista na França, principalmente as empresas de comunicação.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]