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Economia tem leve melhora

17 de outubro de 2014

BRASÍLIA – O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), que serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia ao longo dos meses, apontou uma ligeira melhora em agosto, mas ainda assim um resultado bastante suave. Mesmo com a expansão de 0,27% do indicador em agosto, a segunda consecutiva após a alta de 1,52% de julho, o desempenho nos últimos 12 meses segue abaixo de 1%.
Embora tenha se acentuado a percepção de que a economia saiu do atoleiro em que estava na primeira metade do ano, os agentes do mercado apontam que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) será apenas "moderado" neste ano.

"O IBC-Br veio dentro do esperado e indica um movimento moderado da economia. Teve o movimento da Copa do Mundo, que fez o mês de julho ficar mais forte e agora a economia está voltando ao ritmo de moderação, que deve permanecer até o fim do ano", avalia o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. Para ele, o PIB de 2014 deve avançar 0,3%.

A projeção do BC para a expansão do PIB deste ano é de 0,7%, segundo o último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado em setembro. Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, a economia brasileira crescerá 0,9% em 2014. No mais recente Relatório de Mercado Focus, a projeção dos analistas é de expansão da economia de 0,28%, com retomada em 2015, com alta de 1%.

Outras formas de medir o IBC também mostram que a atividade ainda segue cambaleante após o PIB apresentar dois trimestres consecutivos de taxas negativas, a chamada recessão técnica, no primeiro semestre. No acumulado de 2014, o índice registra queda de 0,11% e, em 12 meses, a elevação é de apenas 0,88% – o pior resultado desde dezembro de 2012. "A diferença é que, em 2012, havia uma trajetória claramente altista, enquanto agora a tendência é de queda do acumulado em 12 meses", compara a economista da Rosenberg & Associados, Thaís Zara.

Mesmo o mês de agosto, quando comparado ao desempenho de idêntico período do ano passado, amargou uma queda de 1,35%. Thaís ressaltou que, por essa comparação, este foi o quinto mês consecutivo de baixa, sendo esta a mais intensa desde abril. "Assim, apesar da pequena recuperação na margem, o resultado ainda é bastante ruim."

O consenso entre os analistas é que os investimentos robustos na produção só serão desenhados após a definição do cenário eleitoral, no fim deste mês. Pelos cálculos de Rostagno, do Banco Mizuho, mesmo que o IBC-Br fique estável em setembro, o terceiro trimestre do ano já contará com uma elevação estatística de 0,5%. Confirmada essa projeção, haveria um avanço dos dados. Isso porque nos três meses de junho a agosto o indicador ficou negativo em 0,72%.

Fonte: Jornal do Commercio

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