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Gasolina ainda pode aumentar
16 de outubro de 2014BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a queda na cotação do barril de petróleo não implica necessariamente em não reajuste da gasolina e do diesel este ano, e que essa é uma decisão da Petrobras. "Embora o preço da gasolina no Brasil esteja maior agora do que nos Estados Unidos, isso não quer dizer que a empresa deixará de fazer aumento."
A forte queda na cotação do petróleo eliminou a defasagem do combustível vendido no Brasil em relação ao preço que se pratica exterior. A Petrobras era obrigada a importar o combustível a preço mais alto e a vender no País a preços inferiores, o que representou prejuízo à estatal de R$ 2,7 bilhões desde novembro de 2013, de acordo com cálculo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Um reajuste nesse momento poderia recompor essas perdas, mas seria mais um fator de pressão na inflação, que, em setembro, no acumulado dos últimos 12 meses, ultrapassou o limite estabelecido pelo governo, de 6,5%. "Sim, havia defasagem, agora não há. Agora é em benefício da Petrobras, o preço da gasolina está mais alto, então a Petrobras está ganhando com isso. Mas isso não significa que não haverá aumento", disse o ministro.
A Petrobras obteve mais um recorde de produção de petróleo no Brasil, no mês de setembro. Segundo a empresa, foi produzida uma média de 2,23 milhões de barris de óleo no País, em setembro, incluindo os campos operados pela estatal para seus parceiros. O volume é 0,3% maior do que o de agosto, que já havia sido recorde.
O resultado foi motivado pelo aumento da produção das plataformas P-55 e P-62, no campo de Roncador – Bacia de Campos -, e Cidade de Paraty, no campo de Lula Nordeste – Bacia de Santos. Cinco novos poços de produção marítima iniciaram operações nas duas bacias.
Com a produção apenas em campos do pré-sal, o volume médio diário chegou a 532 mil barris. O volume produzido em 18 de setembro, de 618 mil barris, foi um recorde na exploração diária da estatal, na camada pré-sal.
Já a produção de gás natural da Petrobras, chegou a 80,13 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), considerando-se a produção operada pela estatal para empresas parceiras. A produção de petróleo e gás no Brasil e no exterior – exploração total – foi 2,8 milhões de barris de óleo equivalente.
AÇÕES EM QUEDA
Apesar de notícias favoráveis à estatal, as ações da Petrobras registraram as maiores baixas do Ibovespa. Os papéis preferenciais da Petrobras, os mais negociados, caíram 6,78%, a R$ 20,18. As ações ordinárias da companhia tiveram perda de 6,70%, a R$ 19,05.
Fonte: Jornal do Commercio
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