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Recife acumula 2ª maior inflação

9 de outubro de 2014

Nos últimos 12 meses, Recife é a região metropolitana que acumula a segunda maior alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre as 13 localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA mede a inflação oficial do País. Nos últimos 12 meses, Rio de Janeiro (7,63%), Recife (7,16%) e Curitiba (7,13%) acumulam altas acima de 7,00%, ultrapassando o acumulado nacional para o período (6,75%), acima do teto da meta estipulada pelo governo (6,5%).

No comparativo mês a mês, o IPCA na RMR teve alta de 0,56%, em setembro, que se seguiu a uma alta de 0,39%, em agosto. No ano, a variação geral é de 5,00%.

No período de 12 meses, o grupo com maior inflação acumulada na Região Metropolitana do Recife (RMR) é habitação (11,78%), puxado, sobretudo, pelo item energia elétrica residencial (18,82%). No ano, a alta do grupo foi de 9,80% e da energia, de 18,09%. No mês, a alta foi de 1,45% e de 3,51%, respectivamente, sendo que, em agosto, a energia elétrica nas residências havia apresentado queda de 4,13%.

O grupo com maior peso é o de alimentos e bebidas (26,92, para a RMR), que acumula alta de 8,30% nos últimos 12 meses e de 5,59% em 2014. Os itens com maiores elevações de preço, em 12 meses, carnes (20,13%), carnes e peixes industrializados (19,96%), hortaliças e verduras (18,93 %), tubérculos, raízes e legumes (16,19%).

Por outro lado, os itens da feira que mais caíram de preço, nesses últimos 12 meses, foram cereais, leguminosas e oleaginosas (-10,48%) e farinhas, féculas e massas (-10,62%). Na variação mensal, o grupo alimentos e bebidas teve alta de 0,47%, puxado também pelos panificados. A alimentação fora do domicílio, por sua vez, está 8,26% mais salgada desde janeiro.

BRASIL
Nacionalmente, o IPCA acumula uma taxa de 6,75% em 12 meses, a maior desde outubro de 2011, quando o IPCA acumulou índice de 6,97%. Os principais responsáveis por essa taxa acumulada foram os alimentos, com uma inflação de 8,21%. "Em setembro, os alimentos pararam de cair e tiveram pressão forte sobre a taxa (do IPCA). Os alimentos respondem por maior parcela das despesas dos consumidores", afirmou a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. "O segundo semestre se caracteriza por período de entressafra, então não é novidade que o grupo exerça essa pressão no período", completou.

Entre os itens que contribuíram para a alta dos alimentos está a refeição fora de casa, que ficou 10,29% mais cara no acumulado de 12 meses. "Há uma questão de demanda: as pessoas estão cada vez mais comendo fora. Os alimentos estão mais caros, mas os estabelecimentos que vendem essa refeição também sentem o aumento do custo do aluguel, da energia elétrica, dos salários que vêm subindo mais. Não há muito limite para aumentos que venham a acontecer", disse a coordenadora do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

O grupo de despesa habitação, com taxa de 8,7%, também teve uma contribuição relevante para a taxa.

Fonte: Jornal do Commercio

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