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Dilma, o alvo preferencial
29 de setembro de 2014A gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) foi fortemente atacada pelos candidatos que disputam a Presidência, durante o penúltimo debate televisivo antes das eleições, promovido ontem à noite pela TV Clube/Record. Os postulantes abordaram algumas fragilidades enfrentadas pelo governo petista, a exemplo das recentes denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras e a política energética adotada pelo governo federal.
A candidata Marina Silva (PSB), por exemplo, afirmou que a atual gestão tem gasto bilhões de reais com o uso das usinas termelétricas devido à “falta de planejamento.” A socialista disse também que a presidente mudou a política que havia sido iniciada no governo do ex-presidente Lula, de incentivo à produção do etanol. “Hoje, o setor tem pago um alto preço. Cerca de 70 usinas foram fechadas, 40 estão em recuperação judicial e 60 mil trabalhadores perderam o emprego”, enumerou.
O tucano Aécio Neves reiterou as críticas de Marina, afirmando que o governo investiu em parques eólicos, mas não destinou verbas à construção das linhas de transmissão. Também voltou a acusar a petista de ser “a primeira presidente a entregar a inflação maior do que recebeu.” O postulante ainda declarou que o país está com a credibilidade em baixa junto ao mercado financeiro devido “à uma herança macabra.”
Com relação às polêmicas envolvendo a Petrobras, Aécio afirmou que a presidente não mostra indignação em meio às denúncias. Lembrou também que a petista foi presidente do conselho de administração da estatal e afirmou que há denúcias de que o coordenador da campanha da presidente buscou recursos oriundos do suposto esquema de corrupção para financiar a campanha.
Em resposta às críticas feitas por Marina, Dilma Rousseff afirmou que o Brasil precisa de 70 mil megawatts até 2023. “É muito difícil alguém querer resolver o problema da energia utilizando apenas a hidrelétrica”, disse. A petista afirmou ainda que a política de etanol da sua gestão foi baseada no subsídio, através de financiamento, e na desoneração do PIS e Cofins. Segundo Dilma, Marina Silva sempre foi contra essas medidas.
Com relação às críticas realizadas por Aécio, Dilma afirmou que combate a corrupção para fortalecer a Petrobras e acusou o PSDB de ser favorável à privatização da estatal. “O senhor vendeu uma parte das ações a preço de banana e tentou, inclusive tirar o ‘bras’ do nome, para vendê-la mais fácil”, disparou.
Os candidatos Levy Fidélix (PRTB), pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (Psol) e Eduardo Jorge (PV) criticaram as forças armadas, o sistema previdenciário e o uso de combustíveis fósseis.
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Direito de resposta
Ao longo do debate, Dilma Rousseff pediu quatro direitos de resposta após críticas dos adversários ao governo petista. Só no primeiro bloco, foram três. Apenas um deles foi aceito, depois que o Pastor Everaldo e Levy Fidelix falaram sobre o escândalo da Petrobras. “Quem demiti Paulo Roberto Costa (ex-diretor da estatal) fui eu e a Polícia Federal, no meu governo, investigou esses crimes. Sou a única candidata que apresentou propostas concretas contra a corrupção”, disse Dilma.
Mudanças de posições
Marina Silva foi questionada por Dilma Rousseff sobre a oscilação de posicionamento ao longo de sua trajetória política. A presidente citou o exemplo da mudanças de opinião da ambientalista sobre a CLT, a homofobia e o pré-sal. Marina rebateu, dizendo que “não faz oposição por oposição, raivosa; nem situação por situação, cega, que só vê qualidades”. “Mudei de partido para não mudar de ideias e princípios, afirmou”.
Sobre boatos
Tentando chegar em segundo lugar na preferência dos eleitores, hoje ocupado por Marina Silva, o senador Aécio Neves alfinetou a adversária algumas vezes. Numa delas, a ambientalista se esquivou a responder sobre o fim dos programas sociais. “Quem vai decidir é a sociedade”, disse. Ao que Aécio comentou: “No meu governo, serei eu que irei decidir”. No debate, ele também negou que acabaria o Bolsa Família.
Fonte: Diario de Pernambuco
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