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A internet como profissão

31 de agosto de 2014

Metade dos jovens brasileiros, com idades entre 16 e 24 anos, acredita que a internet pode ajudá-los a acelerar o desenvolvimento de projetos em suas carreiras e estimular na criação de novas ideias e soluções. Essa crença é ainda maior no Nordeste, onde 52% entendem que é possível ganhar dinheiro trabalhando ferramentas da web.

São alguns dos apontamentos da pesquisa Juventude Conectada, realizada pela Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o Ibope Inteligência, Instituto Paulo Montenegro e Escola do Futuro-USP. Iniciada em maio de 2013, o levantamento ouviu 1440 jovens, das classe A à D, de todas as regiões com objetivo entender o comportamento do jovem brasileiro na era digital.

De acordo com a presidente da Fundação Telefônica Vivo, Gabriella Bighetti, o otimismo dos nordestinos em relação a empreender online tem forte influência das ações de apoio ao desenvolvimento de polos e de projetos de tecnologia, como o Porto Digital, no Recife. "Existe uma percepção, a partir das experiências de empreendedores bem sucedidos, de que é possível seguir o mesmo caminho", afirma Gabriella. "Nós sempre tivemos a intenção de impactar a positivamente o empreendedorismo inovador do País. Mas saber que também estamos mudando os sonhos dos jovens é uma notícia excelente", completa o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya.

O empreendedorismo foi um dos quatro eixos da pesquisa, que ainda coletou a opinião dos jovens em relação à educação, comportamento e ativismo na rede. O levantamento reconheceu ainda que os smartphones são o principal vetor de acesso para este público: 71% afirmaram utilizar o celular para acessar a internet – o tempo todo, várias vezes por dia. A principal motivação são as redes sociais (58%).

Os nordestinos (66%) são os que mais acessam sites como Facebook e Twitter mais de uma vez ao dia. Também são os mais preocupados com a privacidade na rede, questão relevante para 63% dos pesquisados. "Não temos uma conclusão definitiva para esse comportamento, mas acreditamos que se deve por uma política pública de alerta mais afetiva, principalmente nas escolas da região", afirma Gabriella. Diferentemente do que as gerações mais velhas acreditam, para 49% dos jovens, a internet contribui fortemente para aproximar as pessoas, e não afastá-las.

Fonte: Jornal do Commercio

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