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Motoristas não param mais até dia 8

1 de setembro de 2014

Pelo menos esta semana, os moradores do Grande Recife não vão enfrentar paralisações do serviço de ônibus. Se motoristas, cobradores e fiscais receberem o salário com 10% de reajuste, como determinou o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a categoria promete uma trégua até o julgamento de recurso impetrado pelos patrões, a ser realizado no dia 8 deste mês pela Sessão de Dissídios Coletivos do TST. Por meio de sua assessoria de imprensa, os transportadores asseguram bancar o reajuste no pagamento do dia 5, mas também dispõem de liminar para contratar novos empregados, em caso de greve.

Uma coletiva de imprensa está marcada para as 10h de hoje, na sede do sindicato dos trabalhadores, em Santo Amaro, área central do Recife. "Vamos esclarecer os últimos acontecimentos. Estão falando em assembleias e paralisações que não são reconhecidas pela categoria", afirma o presidente da entidade, Benílson Custódio. Ele e outros 13 representantes foram eleitos em maio, mas só assumem em dezembro e já enfrentam um racha entre si.

Amanhã, ao meio-dia, patrões e trabalhadores têm uma audiência de instrução, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-PE), no Cais do Apolo, área central. Na ocasião, será agendado um julgamento da legalidade das últimas paralisações, a pedido dos empresários do setor, que entraram com ação na tarde da última sexta-feira. À noite, poucas horas depois, o desembargador Pedro Paulo Pereira, vice-presidente do TRT-PE, determinou que 80% da frota devem circular nos horários de pico (das 5h30 às 9h e das 17h às 20h), sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Também proibiu os rodoviários de fechar ruas, fazer depredações de ônibus, violar direitos.

IMPASSE

No dia 30 de julho, após três dias de greve, os rodoviários conseguiram um reajuste de 10% sobre os salários, 75% sobre o tíquete-alimentação e 6,06% sobre demais benefícios, em julgamento do TRT-PE. Os patrões recorreram ao TST e no dia 20 de agosto o ministro Antônio Barros Levenhagen, presidente do órgão, determinou, provisoriamente, até julgamento do mérito, reajuste linear de 6% sobre tudo.

Os rodoviários foram às ruas protestar e a decisão foi revista, em parte. O ministro manteve os 10% concedidos pelo TRT sobre os salários e 6% sobre o restante. Mas a decisão é provisória. No dia 8, a sessão do TST irá julgar qual o percentual definitivo a ser aplicado. Na próxima sexta, motoristas devem receber R$ 1.765,50, fiscais, R$ 1.141,69, e cobradores, 812,13. O tíquete-alimentação será de R$ 181.

Fonte: Jornal do Commercio

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