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Sistema tributário mais simples atrai recursos
22 de agosto de 2014O empresariado pernambucano acredita que a simplificação do sistema tributário atrairia mais investimentos estrangeiros. A constatação está na pesquisa realizada pela Amcham-Recife com 105 presidentes, diretores e gerentes de empresas sobre questões tributárias. Pelo estudo, 98% dos empresários locais acreditam na descomplicação do sistema como fator de competitividade para atrair investimento externo. O resultado do levantamento foi apresentado ontem durante o evento Ciclo de Desenvolvimento Regional: Tributação, promovido pela Amcham no Recife.
Com sondagem aplicada entre os últimos dias 11 e 18, a pesquisa foi realizada entre empresários do setor de serviços (47%), indústria (18%) e Tecnologia da Informação (10%). O estudo indicou que a carga tributária alta (58%), a burocratização (14%) e a insegurança no cumprimento das regras tributárias (13%) representam as principais dificuldades enfrentadas pelas companhias em relação à tributação no Brasil.
Outro importante resultado da pesquisa foi o excesso de obrigações tributárias, que foi apontada como a principal razão do alto volume de burocracia no processo tributário (66%). Em seguida, aparece a falta de alinhamento entre as esferas municipal, estadual e federal (16%). Capacitação e conhecimento insuficiente por parte das empresas e falta de treinamento do funcionalismo público ou atendimento ruim empataram em terceiro lugar, com 6% das respostas.
A grande maioria dos empresários (91%) acredita que a unificação tributária seria uma solução para simplificar o sistema, contra apenas 5% que se mostraram desfavoráveis. As reduções temporárias de tributos usadas como estratégia de governo para movimentar a economia não foram bem avaliadas pelos empresários. Do total, 81% responderam que as reduções não garantem um ciclo de economia saudável, enquanto outros 17% responderam positivamente.
Na discussão sobre incentivos fiscais oferecidos pelo governo de Pernambuco, 51% do empresariado entrevistado consideram que os incentivos fiscais representam uma vantagem competitiva em relação aos outros Estados do País, contra 33% dos que responderam negativamente e 16% que não souberam opinar.
A implantação da reforma tributária foi apontada como necessária por 15% e de caráter urgente por 84%. Já os Refis foram considerados facilitadores de quitação de dívidas por 55%, contra 31% que acham que os programas representam estímulos à inadimplência.
Fonte: Jornal do Commercio
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