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Prédio público gastará menos luz

20 de agosto de 2014

Os prédios novos construídos pelo governo federal e os que pertencem à União que passarão por uma reforma e terão que ter um selo de certificação do uso eficiente de energia a partir deste mês, como determina a Instrução Normativa SLTI -MPOG nº 02 de 05 de junho de 2014. A determinação entrou em vigor a partir do último dia 05.

Terão que obedecer a norma todos os edifícios públicos federais (que vão ser construídos ou reformados) e que tenham a partir de 500 metros quadrados de área edificada. "A determinação não inclui os prédios que estão em construção", explica a gerente de Eficiência Energética da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), Ana Mascarenhas.

A nova determinação não trará mais custos para as empresas que atuam na área de construção civil, segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Sindicato da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon-PE), Serapião Bispo.

Para ele, é "mito" achar que é mais caro um prédio que seja eficiente no uso de energia do que um que não tenha sido planejado para isso. "Pode se fazer um prédio eficiente sem gerar mais custos para as construtoras. O que falta é o conhecimento, que é a base de tudo. Não se usa essas regras porque as pessoas não sabem e não têm conhecimento para aplicá-las", resume, acrescentando que isso gera um ciclo vicioso. "A eficiência de energia traz mais custos se forem adotadas soluções mais sofisticadas", conclui.

Para o prédio novo obter a certificação de eficiente no uso da energia devem ser observados critérios como o material usado nas paredes (incluindo o revestimento) e cobertas, a iluminação a ser utilizada e o tipo de sistema de refrigeração. Esses requisitos influenciam no consumo de energia.

Já os prédios federais que passarão por reforma terão que melhorar a iluminação e o sistema de ar condicionado.

"Os prédios que serão construídos certificam primeiro o projeto. Depois de prontos, fazem a certificação do prédio", explica Ana. Em todo o País, somente duas organizações têm o aval do governo federal para dar a certificação: a empresa Sert e a Fundação Vanzolini.

A Celpe está dando de graça a consultoria para os projetos de eficiência energética dos prédios federais. "Queremos disseminar o conhecimento sobre o assunto", conta Ana.

O governo do Estado ainda não tem um plano de eficiência energética para todos os seus prédios, mas criou metas de consumo para cada um dos seus edifícios que estão sendo acompanhadas pela Secretaria estadual de Administração, segundo o secretário executivo de Energia e Recursos Hídricos, Eduardo Azevedo.

Fonte: Jornal do Commercio

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