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NE tem segundo menor piso salarial

24 de julho de 2014

Os pisos salariais no Brasil em 2013 tiveram aumento médio de 2,8% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 95% das 685 unidades de negociação analisadas pelo Sistema de Acompanhamento de Salários do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (SAS-Dieese). Os dados, divulgados ontem, mostram que a Região Nordeste foi a segunda com a menor média de piso (R$ 803,84), perdendo apenas para a Região Norte (R$ 785,11).

O aumento real médio foi menor do que o registrado em 2012, com 5,68% acima do INPC. O SAS-Dieese informa que, no ano passado, os valores acordados variaram entre R$ 678, (equivalente ao valor do salário mínimo vigente em 2013) e R$ 3.600. O valor médio dos pisos foi de R$ 879,04, cerca de 9% maior, em termos nominais, que o valor médio observado em 2012 (R$ 802,89).

Sobre o Nordeste, a supervisora regional do Dieese, Jackeline Natal, explica que os dados refletem a questão estrutural de renda do País. "Isso tem a ver com a dinâmica da economia do Brasil, o menor grau de industrialização no Nordeste. Não tivemos redução, apresentamos resultados até melhores do que os reajustes gerais", diz. Ainda de acordo com ela, a média do piso do Nordeste está 18,6% acima do salário mínimo vigente no ano de 2013.

De acordo com a pesquisa, em relação aos valores estabelecidos para os pisos, aproximadamente 6% correspondiam ao salário mínimo vigente. Cerca de um terço correspondia a até R$ 750 e quase metade era de R$ 800.

O levantamento revela também que o Salário Mínimo Necessário calculado pelo Dieese para 2013 variou entre R$ 2.621,70 (valor aferido em setembro) e R$ 2.892,47 (em abril), o que resultou em um valor médio anual de R$ 2.765,33, o equivalente a 4,08 salários mínimos oficiais. A pesquisa destaca que, no ano passado, apenas duas categorias analisadas registraram pisos salariais superiores ao valor médio do Salário Mínimo Necessário, ambas em convenções coletivas de médicos, o que puxou o valor médio do setor de "Serviços de Saúde Privada" para R$ 3.600.

No relatório do estudo, o Dieese comenta que o resultado de 2013 por si é "expressivo", embora seja ligeiramente inferior ao registrado em 2012, quando o percentual de unidades de negociação com aumentos reais atingiu 98% das 696 unidades pesquisadas.

Fonte: Jornal do Commercio

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