Notícias
Maduros e inquietos
17 de julho de 2014A inquietação da geração Y chegou à turma mais madura. Profissionais com mais de dez anos no mercado de trabalho começam a se movimentar em busca de novos horizontes. A falta de perspectiva de crescimento profissional na empresa e o desejo por mudanças são os principais motivos que levam os mais experientes a trocar de emprego. O fator salarial é importante, mas tem peso menor comparado às novas aspirações na carreira. Uma pesquisa da PageGroup, empresa de recrutamento de executivos, com 800 profissionais de todas as regiões do país, revela que 92% dos executivos de médio e alto escalão planejam mudar de empresa nos próximos dois anos.
Diferente dos jovens recém-contratados, a geração da faixa etária entre 30 e 45 anos está impaciente por resultados, mas arrisca menos. Em geral, são profissionais que ocupam cargos de gerência e de chefia, e já atingiram os objetivos e metas propostas pela empresa. Agora querem assumir novos desafios. “Com o passar do tempo, estes executivos ficam saturados, querem ocupar novos cargos e novas posições”, assinala Fernando Paiva, gerente de consultoria da Michael Page no Nordeste. A Michael Page é uma consultoria do PageGroup.
A movimentação de executivos entre as empresas é observada em particular no mercado de trabalho do Nordeste. Segundo Paiva, a chegada de novas empresas – mais estruturadas e com nova cultura gerencial – não foi acompanhada pelas indústrias já instaladas na região. O profissional vê surgirem as oportunidades, recebe propostas atraentes e muda de emprego. A movimentação acontece nas áreas de engenharia, financeira e comercial, para atender a demanda de mão de obra mais experiente.
Impaciência
A consultora de Recursos Humanos Lúcia Barros, sócia da Lucre RH Consultoria, confirma o novo comportamento dos profissionais mais maduros. “A geração Y é impaciente por resultado e quer o preto no branco. A geração mais madura é inquieta pela falta de estratégia de crescimento da empresa.” Por outro lado, a consultora aponta a postura engessada de algumas corporações, como um dos motivos que causa a insatisfação dos executivos e gestores intermediários.
Uma diferença entre a geração Y e a turma madura é a cautela. Enquanto os mais jovens se lançam em busca de novas experiências, os mais experientes calculam a mudança de emprego. “Eles fazem uma avaliação mais minuciosa porque têm a família, a carreira, e sabem os riscos”, diz a especialista de RH. Lúcia acrescenta que o fator segurança é o que pesa mais para o profissional mais maduro. Ela dá a dica: “Recomendo que ele analise melhor a empresa e faça uma pesquisa mais amadurecida do mercado antes de tomar a decisão.”
Fonte: Diario de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]