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Eduardo minimiza pesquisa

4 de julho de 2014

BRASÍLIA – O ex-governador de Pernambuco e candidato do PSB a presidente Eduardo Campos, atribuiu o seu baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto ao desinteresse do eleitorado com a à sucessão presidencial, no atual momento. "À essa altura, (o eleitor) ainda está distante do processo", disse.

Para o candidato, ainda há um nível muito grande desconhecimento do eleitorado sobre os candidatos à sucessão. "Quando a sociedade começar a debater (a sucessão), conhecer a nossa aliança, vamos ganhar a eleição", declarou. Para ele, o debate só deve esquentar em setembro.

Eduardo admitiu dificuldade em fazer campanha com apenas dois minutos de tempo de televisão, mas ressaltou que sua chapa prefere pouco espaço televisivo a "alianças fisiológicas" que teria que fazer com mais tempo e, portanto, mais partidos. "Mais difícil fazer a campanha com dois minutos de TV. Mas para fazer o governo, será muito melhor, porque vamos fazer um governo sem as amarras e os compromissos de quem troca tempo de tevê por propostas fisiológicas", afirmou.

REGISTRO

Eduardo registrou ontem a sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral, junto com sua candidata a vice, a ex-senadora Marina Silva. Foram recebidos pelo presidente do TSE, ministro Dias Toffoli. A coligação "Unidos pelo Brasil", além do PSB, conta com o PPS, PPL, PRP, PHS e PSL.

Eduardo e Marina declararam ao TSE que a campanha gastará R$ 150 milhões. Também protocolaram uma proposta de governo que, em linhas gerais, é a mesma que haviam divulgado em fevereiro.

BENS

Ao TSE, Eduardo declarou possuir um patrimônio de R$ 547 mil, mesmo valor que informa desde as eleições de 2006, quando conquistou o primeiro mandato como governador. A declaração de bens, obtida pelo jornal Folha de S.Paulo, foi entregue ontem ao TSE, que só irá divulgá-la nos próximos dias.

Eduardo afirma ter uma casa em Recife, um apartamento em Jaboatão dos Guararapes, dois terrenos, quotas no valor de R$ 15 mil da Agropecuária Nossa Senhora de Nazaré, R$ 16 mil em depósito bancário e dois veículos, um Kia Cerato e um Fiat 500.

O patrimônio real do candidato pode ser maior. Embora não sejam obrigados a isso, na quase totalidade dos casos os políticos seguem, na documentação entregue à Justiça Eleitoral, a regra da Receita Federal que determina que os bens imóveis devem ser declarados pelo seu preço original de compra, mesmo que tenham se valorizado no decorrer dos anos.

Fonte: Jornal do Commercio

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