Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Greve ameaça a abertura da Copa

9 de junho de 2014

SÃO PAULO – A greve dos metroviários se transformou na principal ameaça para o esquema do jogo de abertura da Copa do Mundo, nesta quinta-feira, na Arena Corinthians, entre o Brasil e a Croácia. A Polícia Militar e o Exército criaram um plano de contingência para manter abertas as vias de acesso ao estádio, em Itaquera, na zona leste, e em operação metrô e trens que levam à arena. O comando da PM decidiu mobilizar cinco mil agentes.

Hoje, os grevistas ameaçam novos piquetes nas Estações Ana Rosa e Bresser-Mooca, escolhidas porque servem de ponto de início das operações parciais das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-vermelha.

Os líderes dos metroviários negam que a estratégia da categoria inclua a ameaça à abertura do Mundial da Fifa. "A Copa vai ter, o sindicato não quer acabar com a Copa. Sou torcedor de futebol, sou santista, gosto do Neymar e vou torcer pelo Brasil", disse o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Junior. "Tem a Copa, mas tem de ter dinheiro também para o trabalhador", afirmou.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) decidiu apoiar os grevistas, fazendo um ato às 7h na frente da Estação Ana Rosa, que deve ter a participação do Movimento Passe Livre (MPL). "Nós queremos que o governador Geraldo Alckmin reabra o diálogo com os trabalhadores em greve e, por isso, vamos marchar até a Secretaria dos Transportes Metropolitanos", afirmou o líder do MTST, Guilherme Boulos.

Em assembleia, os grevistas decidiram ontem pela manutenção da greve, mesmo após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) considerar o movimento abusivo, com multa diária de R$ 500 mil.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, antecipou ontem o retorno a Brasília para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. Em pauta, a segurança pública durante a Copa e também a greve, que causa preocupação ao governo.

Ao contrário do que ocorreu com o movimento dos sem-teto, que teve representantes recebidos pela própria presidente Dilma em meio a uma onda de manifestações e ameaça de estender os protestos no período da Copa, o governo federal não vê margem de manobra nas negociações com os metroviários em greve. O entendimento no Planalto é que não há como criar um precedente desse tipo em negociações trabalhistas.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) fez ontem à noite uma convocação para que os grevistas voltem ao trabalho sob pena de demissão por justa causa caso mantenham a greve.

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias