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Eduardo quer enxugamento

27 de maio de 2014

Convidado do programa Roda Viva, transmitido ontem pela TV Cultura, o pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB) voltou a defender a redução "pela metade" do atual número de ministérios, mas não disse quais as pastas pretende extinguir.

Indagado sobre como será este enxugamento, Eduardo se esquivou e respondeu que não iria "discutir o conteúdo antes", sob risco de proferir uma "frase de efeito marqueteiro".

Especificamente sobre o Ministério da Pesca, levantado pelo mediador do programa, o jornalista Augusto Nunes, o socialista respondeu: "Eu não vejo por que ter uma estrutura que pense a pesca. O Brasil tem 39 ministérios e não está funcionando nenhum. Tem ministérios que são historicamente consolidados e que não estão funcionando, é só grife, cartão de visita, mas não tem política que chegue à população".

NOVA POLÍTICA

Eduardo voltou a fazer o discurso da "nova política" e afirmou que vai colocar as "velhas raposas" na oposição ao seu governo, caso vença as eleições. Os debatedores ainda tentaram falar da política pernambucana para "encurralar" o ex-governador. Mas a falta de conhecimento dos fatos locais por parte dos entrevistadores acabou beneficiando o presidenciável. "As figuras que não forem tiradas pelo povo a gente tem que ter a coragem de colocar na oposição", esquivou-se na hora de dar nomes aos conservadores que o apoiariam, em Pernambuco.

ANTI-DILMA

Eduardo Campos manteve o tempo todo um tom duro nas críticas à presidente Dilma Rousseff (PT) e ameno quanto ao ex-presidente Lula, a quem poupou durante toda a sua explanação. Colocou-se como o candidato da mudança. E ao falar sobre suas diferenças com relação ao também postulante ao Planalto, Aécio Neves (PSDB/MG), destacou que sua origem histórica é progressista e a do tucano, conservadora.

Eduardo disse que agora é o momento de o Brasil se unir em torno de uma agenda. "A diferença é que reconheço os avanços que Fernando Henrique fez no Brasil. Os tucanos têm uma dificuldade enorme de reconhecer os acertos", resumiu. O ex-governador também se esquivou da pecha de "candidato do agronegócio", mas disse não ter preconceito com o setor.

No bloco final, à pergunta sobre o como se comportaria no caso de prosperar o "volta, Lula", Eduardo disse que a sua "disputa é contra Dilma Rousseff e não contra o ex-presidente". E afirmou: "Não sou candidato para disputar segundo lugar. Sou candidato para vencer a eleição". Ouviu da jornalista Dora Kramer, do Estado de São Paulo: "Ele não responde nada sobre Lula. Sempre muda de assunto".

Fonte: Jornal do Commercio

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