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Sem IPI menor, vendas caem no País
16 de maio de 2014A tendência de crescimento do comércio baixou no acumulado dos últimos meses de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Houve um arrefecimento do comércio", avalia o analista da PMC, Nilo Lopes de Macedo. Segundo ele, esse seria o resultado da retirada de incentivos por parte do governo, como o fim do IPI reduzido para veículos e eletrodomésticos, uma redução na concessão de crédito por parte dos bancos e "um certo endividamento das famílias", além da inflação, que retira o poder de compra dos consumidores. Apesar de o técnico falar do cenário nacional, em Pernambuco também foi registrada uma desaceleração, quando comparadas as vendas acumuladas no ano e em 12 meses.
Pelos números da pesquisa, na variação acumulada de 12 meses, o percentual de crescimento de faturamento do comércio no Estado caiu de um percentual de 6,9% (registrados em fevereiro) para 6,3% registrados no acumulado até março. No ano, a variação acumulada passou de 9,1% de fevereiro para 5,5% em março. Já na comparação livre influências sazonais (vendas típicas de cada mês) há uma diferença entre o resultado nacional, que registrou um percentual negativo, ou seja, queda de 0,5%, contra o dado de estabilidade percebido em Pernambuco. Em outras palavras, na comparação de fevereiro com março, o comércio do Estado manteve o mesmo nível de vendas.
"Nesta análise tiramos os efeitos da sazonalidade, que podem ser entendidas como o efeito Natal em dezembro e o efeito Carnaval em fevereiro. Há meses que são diferentes por conta dessas características. Por isso, retiramos esses efeitos para ter a noção se a taxa de crescimento registrada naquele mês é maior ou menor. Se o número der negativo, é porque foi pior", explicou o técnico.
Em termos nacionais, os setores que registraram a maior queda nas vendas são lojas de equipamentos e material para escritório, com queda de 4,5% de fevereiro para março. Os setores de alimentos em supermercados (-1%), combustíveis (-1,5%) e vestuário (-0,8) também registraram redução de vendas de um mês para o outro.
No varejo ampliado, quando são colocados na conta os setores de automóveis e material de construção a redução de um mês para o outro é ainda maior (-1,2%), com o setor de material de construção registrando uma queda de 3,1%. No acumulado do ano, no entanto, este setor está com tendência de alta de 7,4%.
Fonte: Jornal do Commercio
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