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Comércio amarga perdas com comemorações muito próximas
5 de maio de 2014Em função de feriados frequentes, ocorridos desde o Carnaval, o comércio vem sinalizando uma diminuição nas vendas. Os gastos no feriadão da Semana Santa e os prováveis no Dia das Mães, no próximo domingo, no Dia dos Namorados, no São João, ambos em junho, e durante a Copa do Mundo devem comprometer o poder de compra da maioria dos consumidores. De acordo com o estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), apenas em abril, quando ocorreu o feriado da Páscoa atrelado ao de Tiradentes, o segmento registrou uma queda de 9,2% no lucro das empresas. Se, na Copa do Mundo, a sucessão de feriados persistir, o setor não deve alcançar bons resultados.
O diretor executivo do Instituto da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio), Oswaldo Ramos, explicou que há um receio de que os números se propaguem. “Algumas questões, dentre elas os custos, continuam sendo arcados pelos comerciantes independente da presença dos compradores. Com um recuo no fluxo de clientes, durante estas datas, é bem provável que haja uma diminuição nas vendas já que há uma tendência para um endividamento. No entanto, as lojas continuam tendo que se comprometer com pagamentos extras a funcionários e com as demais contas, gerando assim mais gastos do que receita”, analisou.
Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Eduardo Catão, acredita que mesmo havendo este número significativo de feriado, há datas que não serão afetadas pelo efeito cascata. “Os clientes podem mudar de presente, comprar um mais acessível, mas deixar de comprar: nunca”, garantiu. Contudo, Catão não descarta uma diminuição nas vendas. Ricardo Galdino, o presidente da Associação dos Lojistas de Shoppings (Aloshope), espera que as futuras datas, como o Dia das mães, Dia dos Namorados e o São João, sejam um alento para os dias parados. “Este ano é atípico, por conta da Copa e das eleições. Para minimizar a queda, esperamos ter uma leve recuperação nos próximos meses”, avaliou. Enquanto a Associação contabilizou, no ano passado, um crescimento de 2,7%, este ano o segmento não deve sequer apresentar resultado positivo.
Fonte: Folha de Pernambuco
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