Notícias
Serviço ruim, conta nas alturas e rombo no bolso
29 de abril de 2014Ameaça de racionamento, serviço ruim e ainda por cima um pesado reajuste na tarifa de energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem um aumento médio de 17,75% para Pernambuco. A nova tarifa já vale para o que for consumido a partir de hoje e segue uma tendência de alta na conta de luz em todo o país. O cenário deve compremeter ainda mais o fraco crescimento da economia, diminuindo o poder de compra do consumidor e enterrando de vez o anseio da indústria por melhorar a sua competitividade. Para uma residência com consumo de 400 kWh (quilowatt-hora), o aumento representa menos R$ 29,50 no orçamento. Em reais, a tarifa sobe de R$ 0,42 para cerca de R$ 0,50 por cada kWh.
A energia no Brasil se transformou em um serviço caro, sem garantias de abastecimento ou de qualidade no seu fornecimento. Com os reservatórios das hidrelétricas em baixa e as térmicas operando em sua capacidade máxima, o fantasma do racionamento voltou a rondar. As interrupções no fornecimento também são frequentes, gerando prejuízos para o consumidor. No ranking que avalia a qualidade do serviço das distribuidoras, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), que em 2011 ocupava a 4ª posição, caiu para o 24º lugar no ano passado. “E a Aneel ainda premia a Celpe com um alto reajuste”, reclamou o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), durante a audiência da Aneel.
Qualidade
O diretor-geral da agência reguladora, Romeu Donizete, justificou que a piora na qualidade do serviço não pode ser tratada no processo de reajuste e sim no de revisão. Também explicou que a maior parte do aumento se deve a um custo não gerenciável pela Celpe: 11,12% do índice de reajuste corresponde aos gastos com a compra de energia, mais altos agora. “É uma questão conjuntural”, afirmou ele.
De fato, os reajustes deste ano já aprovados pela Aneel para outras distribuidoras da região, tiveram índices médios entre 11,77% a 16,55%. “Algo está errado nesse modelo energético do nosso país. Como pode a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) vender a energia a menos de R$ 40 por MWh (megawatt-hora) e a Celpe comprar a R$ 257 de outras geradoras?”, questiona Ricardo Essinger, vice-presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe).
O reajuste aprovado pela agência ficou muito próximo do solicitado pela Celpe, que era de 18,13%. O relator do processo na Aneel, André Pepitone, ainda reforçou que apesar do alto percentual do reajuste, em reais, a energia volta ao mesmo patamar de 2009 para as residências. “Enquanto o valor é o mesmo de 2009, nesse mesmo período, o IGP-M subiu 35% e o IPCA, 32%”, comparou o diretor da Aneel.
Fonte: Diario de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]