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Reajuste dos planos de saúde vem por aí

17 de abril de 2014

Prepare o bolso. Um novo aumento para mexer no orçamento familiar vem por aí. Está na reta final a definição do reajuste anual dos planos de saúde, que será autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os contratos individuais e familiares. São 9,8 milhões de usuários, que pagarão mais caro para ter assistência à saúde privada. As empresas do setor reivindicam um reajuste que varia de 14% a 15%. O argumento é o aumento dos custos do financiamento da saúde. Em 2013, a ANS autorizou o reajuste de 9,04%, superior à inflação de 5,91% medida pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para chegar ao percentual, os técnicos da agência reguladora utilizam como parâmetro a média dos reajustes dos planos coletivos superiores a 30 vidas. Nos últimos cinco anos, a curva do aumento dos planos subiu, enquanto o IPCA desceu. Ou seja, o custo com a saúde privada ficou acima do custo de vida. A ANS informou ontem que a área técnica ainda não definiu o índice de aumento para 2014. Quando o pacote fechar, será enviado ao Ministério da Fazenda para ser batido o martelo.

De acordo com Flávio Wanderley, presidente regional da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), a inflação estimada do setor de saúde ultrapassa os dois dígitos e fica entre 14% e 15%. Segundo ele, os itens que mais pesam são medicamentos e insumos, a aquisição de novos equipamentos e o aumento da sinistralidade. Com a Resolução Normativa nº 259, que reduziu os prazos para a marcação de consultas, cirurgias e exames, as pessoas passaram a usar mais os serviços dos planos de saúde.

Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) reforça que a inflação médica não obedece a dinâmica dos índices gerais de preços. “Ao contrário, a inflação médica tem sido muito superior aos índices de preços em função da contínua incorporação tecnológica, a introdução e o aumento de preços dos medicamentos e materiais para o tratamento da saúde.”

A maioria dos contratos de planos de saúde individuais e familiares é renovada a partir de 1º de maio, quando as operadoras são autorizadas a aplicar o reajuste anual das mensalidades. Nos últimos três anos, o governo federal segurou o anúncio do índice, empurrando para o segundo semestre. O aumento dos planos interfere no cálculo da inflação mensal (IPCA), cuja expectativa é de alta e descolamento do centro da meta estabelecida pelo governo.

Reajuste dos planos de saúde X Inflação (em %)

Reajuste do plano
IPCA

2009  
6,76
4,31

2010
6,73
5,91

2011
7,54
6,5

2012
7,89
5,84

2013
9,04
5,91

Fonte: Diario de Pernambuco

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