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“Não tenho porque excluir”, avisa Lyra

2 de abril de 2014

A um dia de anunciar oficialmente quem serão seus 22 secretários a partir da próxima semana, o vice-governador João Lyra Neto (PSB) comentou ontem que nenhum dos atuais auxiliares deixará o governo por decisão sua. "Não tenho nenhum motivo para excluir quem quer que seja", assegurou ontem, no lançamento do trabalho Pernambuco 2035. A dança das cadeiras deve atingir quase a metade das secretarias. Ainda ontem, Lyra se reuniu com Eduardo Campos (PSB) para finalizar a escolha dos nomes.

"As pessoas podem sair por ter outra ocupação. Mas não por exclusão de minha parte. Todas as pessoas que trabalham hoje no governo merecem meu respeito. E se possível fosse permaneceria com todos. Mas cada um decide o que vai fazer", reforçou. Sem confirmar nomes, só levantou a hipótese de ocorrer mudanças entre oito e dez pastas.

São dadas como certas as saídas de Danilo Cabral (Cidades), Renato Thiébaut (Chefe de Gabinete), Marcelino Granja (Ciência e Tecnologia), Evaldo Costa (Imprensa), Sérgio Xavier (Meio Ambiente), Mário Cavalcanti (Casa Militar) e Paulo Câmara (Fazenda, pré-candidato ao governo). Antônio Figueira (Saúde) e Aldo Santos (Agricultura e Reforma Agrária) são incógnitas. Nos bastidores, comenta-se que o relacionamento estremecido com Lyra sacramentará a saída do primeiro. Há especulações de que Lyra pode lançar mão de uma mulher para ocupar o posto.

O atual administrador de Fernando de Noronha, Romeu Neves Batista, e o presidente do Lafepe, Luciano Vasquez, lideram a bolsa de apostas para integrar o primeiro escalão. O primeiro está cotado para a Secretaria de Governo, enquanto o segundo pode ficar com a Casa Civil, conforme antecipou ontem o Blog Social1.

Frederico Amâncio (Planejamento e Gestão), Décio Padilha (Administração) e Djalmo Leão (Controladoria Geral) devem continuar no chamado "núcleo duro" do governo.

Fonte: Jornal do Commercio

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