Notícias
Burocracia em alta e serviços caros
30 de março de 2014Para o gerente de Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, o grande problema é o chamado Custo Brasil, conceito que engloba a complexidade dos procedimentos burocráticos, a lentidão dos sistemas de distribuição e de transportes e os serviços públicos ineficientes. “Os serviços são muito caros no Brasil e não há competição. A burocracia obriga empresas a montarem departamentos inteiros só para lidar com a documentação, formulários, tributos, normas novas criadas a toda hora”, observa.
A infraestrutura é outra explicação para o Brasil ser um país caro. “Certos segmentos, como o agropecuário, têm que ser mais produtivos para compensar o custo de transporte. É o caso da soja. Quando os caminhões se aglomeram nos portos para escoar a produção do grão, o custo com o transporte de todos os outros produtos encarece. É um efeito dominó”, argumenta Fonseca. A energia elétrica, insumo necessário para a indústria, é a mais cara do mundo, acrescenta. “Além disso, aqui se tributam investimento e capital. Tudo isso pesa no preço final”, diz.
O gerente da CNI acrescenta que, ao arrecadar muito e devolver poucos benefícios, o governo brasileiro coloca a responsabilidade sobre o setor privado. “Assim como o cidadão tem que pagar por escola particular e plano de saúde, porque os serviços públicos não têm qualidade, as empresas precisam investir em qualificação e na saúde dos trabalhadores, além de arcar com encargos trabalhistas, que também estão entre os maiores do mundo”, alerta.
Fonseca ressalta que um fenômeno recente acentuou a carestia. “A renda cresceu, o nível do emprego aumentou e a população passou a consumir mais, mas o país ficou sem condições de entregar”, analisa. Ou seja, a demanda se ampliou, mas a oferta não. Resultado: alta de preços. De fato, a classe média está em ascensão e passou a consumir mais. Também está viajando mais para fora do país e já percebe a discrepância do custo de vida.
A bancária Thamis de Cerqueira Guimarães, 23, conta que o seu filho de 1 ano e meio não tem nenhuma roupa sequer comprada no Brasil. “Minha irmã vai muito para os Estados Unidos e todo o enxoval do meu filho é de lá, onde os preços são 80% menores. Eu pago US$ 10 (R$ 23) por um tênis de marca; aqui, um sem marca custa R$ 100”, compara. A funcionária pública aposentada Maria Jeiza dos Anjos, de 64 anos, também acha que está tudo muito caro. “Isso tem motivado muitas pessoas a juntar dinheiro e viajar ao estrangeiro para comprar roupas, cosméticos, eletrônicos. No Brasil, o preço desses produtos chega a ser o triplo do que nos Estados Unidos”, afirma.
Fonte: Diario de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]