Notícias
Remédio deve aumentar até 3,5% ainda neste mês
22 de março de 2014Preparem os bolsos porque os medicamentos vão subir de preço até o próximo dia 31. A Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCfarma) estima que o reajuste médio deve ser de 3,5% neste ano. O aumento máximo poderá chegar a 5,68% e o menor deverá ficar em 1,02%. Pela atual metodologia de remuneração aplicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) os remédios são classificados em três níveis. O percentual aplicado leva em conta a concorrência entre o produto de marca e o genérico. Quanto maior a competição, menor o aumento. No ano passado, o reajuste médio ficou em 4,51%.
O setor varejista de medicamentos reclama do índice abaixo da inflação nos últimos cinco anos. Em 2013, o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 5,91% e o percentual médio de aumento ficou em 4,51%. De acordo com o presidente da ABCfarma, Renato Tomarezzi, para chegar ao percentual médio de aumento, a entidade utilizou a média ponderada de preços e participação de cada produto no mercado. A CMED confirmou que o reajuste anual será divulgado neste mês, mas evitou comentar os cálculos da ABCfarma.
Tomarezzi disse que a alta carga tributária incidente sobre o setor contribui para encarecer os produtos. Segundo ele, no Brasil os tributos representam 34% do preço do remédio. Enquanto a tributação média mundial do setor é de 6%. Ele diz que o imposto que mais pesa é o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado pelos estados. A alíquota varia de 12% a 18%. Em Pernambuco a taxação do ICMS é de 17%.
Tomarezzi exemplifica a redução da alíquota de 18% para 12% no Paraná como indutor de redução do preço dos remédios. “É o único setor econômico que repassa integralmente a diminuição do imposto para o preço do produto.” Ele exemplifica: um remédio que custa R$ 30 em São Paulo (18% de ICMS) reduz o preço para R$ 27 no Paraná (12% de ICMS). Uma economia de R$ 3.
Em 2013, o faturamento da indústria farmacêutica brasileira foi de R$ 57 bilhões, segundo dados da IMS Health, empresa que audita o setor no mundo. O crescimento das receitas foi de 16% e de 12% em unidades vendidas, em comparação a 2012. Faz sentido porque o consumo de medicamentos representa 48,6% das despesas com saúde dos brasileiros, segundo o IBGE. Corresponde ao peso de 7,2% nas despesas totais das famílias.
O diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos de Pernambuco (Sincofacope), Francisco Brito, evitou comentar a política de reajuste de preços dos remédios. Segundo ele, trata-se de um setor regulado pelo consumidor e cada empresa tem a sua política obedecendo as regras governamentais. Pernambuco tem seis indústrias de medicamentos associadas ao sindicato.
Fonte: Diario de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]