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Classe C poderia ser a 18ª economia

19 de fevereiro de 2014

A classe C movimentou R$ 1,2 trilhão em 2013, fez 58% das operações de crédito do país e não diminuiu o apetite por eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis e viagens. Se fosse um país, ela teria a 12ª maior população do planeta, com 108 milhões de pessoas, e seria a 18ª colocada em poder de consumo, o que a incluiria no G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo. Os dados fazem parte de um estudo do Instituto Data Popular e da Serasa Experian.

O levantamento avaliou o perfil de consumo de 800 mil brasileiros e submeteu três mil deles a um questionário com perguntas relacionadas a hábitos de compra, família e trabalho, além de percepção de mundo. Segundo o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, os dados servirão de base para que as empresas aperfeiçoem as relações com a classe C, que, até 2023, deve englobar 125 milhões de brasileiros.

Mesmo com a desaceleração do consumo como motor de crescimento da economia em 2014, a classe C pretende fazer 8,5 milhões de viagens nacionais e comprar 6,7 milhões de aparelhos de TV, 4,8 milhões de geladeiras e 4,5 milhões de tablets. “É inegável que as compras desse contingente de brasileiros têm um impacto significativo no faturamento das empresas”, destacou Loureiro.

O presidente do Data Popular, Renato Meirelles, comentou que, mesmo com enorme potencial de consumo, a classe média não está imune aos efeitos do aumento da inflação e da escalada das taxas de juros. Entretanto, ele avaliou que, com o desemprego baixo e o aumento do nível de escolaridade, os brasileiros conseguem aumentar a renda e se blindar contra os efeitos nocivos da carestia e da escassez de crédito.

Durante o estudo, foi possível identificar quatro grupos distintos que compõem a classe. Os promissores são jovens de até 22 anos, conectados à internet, que gastam além do que ganham; os batalhadores, que ascenderam socialmente; os experientes (aposentados e beneficiários de programas sociais que conseguiram estabilidade); e os empreendedores, que investem em educação e não se acomodaram com a carteira assinada. “A elite da classe média é formada pelos empreendedores”, disse Meirelles.

Fonte: Diario de Pernambuco

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