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Recife já tem carro elétrico
13 de fevereiro de 2014A Ricaom, uma das empresas pernambucanas pioneiras na importação de motos e bicicletas elétricas no Estado, acaba de mergulhar numa nova empreitada. A marca iniciou, esta semana, as vendas de carros elétricos e quer se firmar como a primeira do País a comercializar esses veículos movidos a energia limpa. O automóvel já está disponível no Recife para quem desembolsar R$ 49.546.
O carro elétrico vendido por aqui é um compacto de dois lugares e de visual exótico. Visto de longe, lembra o Mercedes Smart, mas quem se aproxima tem a certeza de estar perto de um buggy moderno. Nada de sofisticação. No painel, basicamente um velocímetro, indicador de nível de bateria e um rádio simples. O teto é de lona. Os bancos são esportivos, tipo concha, e até os cintos lembram os de automóveis de competição. Fabricado pela montadora Kandi, o compacto recebeu o nome do Coco. Pesando 720 quilos, é um modelo com vocação urbana. A bateria fica atrás dos bancos. Não há porta-malas, mas no espaço acima do motor é possível levar pequenas bagagens.
Apesar de não ter grandes sofisticações aparentes, numa circulada com o pequeno chinês pelas ruas dá para ver o carisma dele se sobressair no congestionamento. A sensação de pilotar o elétrico é bem diferente. Primeiro, não faz barulho. O motorista conta apenas com dois pedais: o do freio e o do acelerador. Não há a alavanca da marcha. É só acelerar e frear, como nas motos mais simples. Para dar ré, basta apertar uma tecla no console para ele ir para trás. Não há vidros nas janelas e as portas são vazadas. As rodas são aro 13.
Para perceber os pontos fracos, só rodando. A velocidade máxima está limitada eletronicamente a 25 milhas por hora, equivalente a aproximadamente 45 km/h. No trânsito carregado não é problema. A bronca é quando o motorista pisa mais e o motor não responde. O diretor da Ricaom e importador do veículo, Moacir Veloso, garante que está alterando a programação para aumentar a velocidade e os próximos exemplares já virão mais dispostos. Segundo ele, o veículo tem autonomia para rodar 80 quilômetros e pode ser abastecido em qualquer tomada de 220 volts. O tempo vai de duas a seis horas. A recarga custa menos de R$ 2 na conta de luz, de acordo com Moacir.
Ele reconhece que o valor do carro não é dos mais atraentes porque o mercado oferece opções mais em conta. O preço quebradinho de R$ 49.546 foi usado porque 546 é o número da sorte dele. O empresário diz que trouxe um carro para testar a reação do público, agregar valor à marca e atingir o cliente endinheirado que busca exclusividade. "Não dá para comparar com o carro convencional. Estamos falando de algo novo. O elétrico é futuro para muita gente, mas para nós já é presente", justifica o ousado Moacir.
A garantia do carro é de um ano. Sobre a assistência, ele diz que os técnicos da Ricaom têm amplo conhecimento de motores elétricos porque atuam no ramo há cinco anos. De acordo com Moacir, sua empresa trabalha com 18 modelos de moto e bikes elétricas. Nos próximos meses, a Ricaom inicia as vendas de um outro carro elétrico. Esse é fechado e completo. E se o veículo ficar na rua sem energia? Nós do JC não testamos, mas a solução é preparar as canelas e empurrar o carrinho até a tomada mais próxima. De acordo com o importador, o carro pode ser emplacado e o comprador é isento de IPVA.
Fonte: Jornal do Commercio
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