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PCR quer investir R$ 600 mi em 2014

6 de fevereiro de 2014

Após atingir recorde de investimentos liquidados no ano passado, a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) tem como meta liquidar, ao menos, R$ 600 milhões em 2014. O desafio será atingir a cifra sem contar com os desembolsos vultosos da obra da Via Mangue. Sozinho, o projeto consumiu aproximadamente R$ 200 milhões, segundo informações do secretário de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo. Não foi pouca coisa. É o equivalente a 37% de todos os R$ 529,8 milhões realizados em 2013. A certeza, expressada pela equipe da própria PCR, é que os valores em ascensão ainda não são suficientes para atender as demandas da cidade.

Para atingir a meta o foco estará em começar a tirar do papel as Unidades de Prontoatendimento Especialidades (UPA-E), mais Upinhas 24 horas e o pico de obras e aquisição de equipamentos do Hospital da Mulher. Dois projetos com mais de 15 anos, a segunda e a terceira perimetral, também estão na programação.

O fôlego financeiro virá de captações de recursos por meio de operações de crédito e com a expectativa de manutenção nos índices de aumento dos principais tributos, que, no ano passado, cravaram dois dígitos de alta (confira na arte acima) .

Em balanço realizado ontem, o secretário de Finanças, Roberto Pandolfi, apostou as fichas no programa de prêmios em dinheiro de até R$ 50 mil aos contribuintes que solicitarem a Nota Fiscal Eletrônica e do sistema de combate às "simulações de domicílios fiscais" – ter sede fictícia em um município que cobra um Imposto Sobre Serviços (ISS) menor e operar de fato no Recife.

"O crescimento das receitas foi contínuo e coordenado. Não é fogo de palha", apontou Pandolfi. Em média, a receita tributária foi de R$ 91,4 milhões por mês. Somente para o ISS, principal fonte, o secretário de Finanças espera crescimento acima de 10%.

Em clima de comemoração pelos R$ 94,3 milhões investidos em Educação (volume maior que a soma dos últimos 10 anos de aportes na área, de R$ 91,1 milhões), o secretário Alexandre Rebêlo lembrou os péssimos índices educacionais do Recife para mensurar o tamanho das necessidades. Terceira pior entre as capitais nos resultados do 9º ano e quinta pior em desempenho dos alunos do 5º ano, ambos do Ensino Fundamental.

No horizonte de operações de crédito, o secretário espera contar ainda neste primeiro semestre com R$ 500 milhões do Banco Mundial para aperfeiçoar a gestão da PCR. Além de contratar este ano R$ 160 milhões da linha de financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) para contrapartidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Fonte: Jornal do Commercio

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