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Apagão reacende o racionamento
5 de fevereiro de 2014As elevadas temperaturas registradas em janeiro combinadas com a maior estiagem para esse mês em 60 anos expuseram ontem graves deficiências do sistema elétrico nacional e ainda deram novo impulso ao pior pesadelo para a presidente Dilma Rousseff — o racionamento de energia. Apenas um dia após o ministro de Minas e Energia Edison Lobão afirmar que o risco de um desabastecimento de eletricidade no país era “zero”, uma simples falha numa linha de transmissão que liga o Norte ao Sudeste provocou no início da tarde um apagão, o décimo do atual governo, que deixou cerca de 6 milhões de pessoas sem luz em 11 estados das regiões Norte, Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
Em Minas, por exemplo, o desbastecimento afetou a região de Venda Nova, na capital, e 62 cidades na Grande BH, no Leste, no Sul e no Leste do estado. Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) a interrupção no fornecimento de energia em Minas afetou 230 mil pessoas na sua área de concessão. Segundo a empresa, o apagão durou, no máximo, 56 minutos. O desligamento ocorreu às 14h02 e o restabelecimento se iniciou a partir da determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), às 14h48. “Às 14h58, todos os clientes afetados já tinham sido restabelecidos”, disse a empresa em nota. Além de Minas, faltou energia em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Analistas acreditam que um descompasso na distribuição das cargas entre o Norte e o Sul do país provocado pela elevada demanda de energia nas horas mais quentes do dia levou a um colapso de uma das principais conexões do Sistema Interligado Nacional (SIN). A exemplo da série de apagões de grandes proporções que vêm atingindo o país desde 2008, eles enxergam crescente fragilidade do setor em decorrência da falta de planejamento e de investimentos em manutenção de redes, além de atrasos na entrega de equipamentos de proteção e de novas usinas geradoras.
O governo tentou minimizar a extensão do primeiro grande blecaute de 2014 e procurou desvincular sua ocorrência ao aumento do consumo combinado aos baixos níveis dos reservatórios.
Fonte: Diario de Pernambuco
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