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Eduardo envolve cotados na articulação

25 de janeiro de 2014

O governador Eduardo Campos aproveitou esta semana para dar um “freio de arrumação” nas discussões internas do PSB em relação à escolha do nome para a disputa do governo do estado. Virtual candidato à Presidência da República, o gestor estava incomodado com a dimensão tomada pelo embate entre os nomes cotados para a disputa. Nos últimos quatro dias, sem agendas externas, o governador começou a dar funções voltadas para o processo eleitoral aos citados nas especulações. A ordem foi também para frear as especulações.

Ontem à tarde, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho se reuniu com o presidente estadual do PSDB, o deputado federal Sérgio Guerra, para discutir a sucessão estadual. Bezerra sempre apareceu na lista dos possíveis indicados pelo governador para concorrer ao governo do Pernambuco. A lista inclui ainda os secretários Tadeu Alencar (Casa Civil) e Paulo Câmara (Fazenda), que ganharam força para a disputa.

O cardápio da conversa entre Bezerra Coelho e Sérgio Guerra incluiu a sucessão estadual e a nacional. O partido de Guerra, que se aliou recentemente ao PSB em Pernambuco, tem sido preterido em composições em alguns estados pelo país afora. O ex-ministro foi incluído pelo governador Eduardo Campos nas articulações nacionais do partido. Bezerra, por outro lado, tenta costurar uma rede de apoios dentro e fora do partido para se cacifar para a disputa no estado. Caso não consiga, deverá assumir um papel na coordenação da campanha de Eduardo Campos à Presidência da República. 

Audiências
Entre as atividades externas do governador previstas para a próxima semana, está a conversa com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e com o vice-governador João Lyra Neto (PSB). Com o primeiro, os peemedebistas esperam que o encontro sacramente o aval para que Jarbas dispute a reeleição dentro da Frente Popular. Já com Lyra Neto, que tirou alguns dias para descansar com a família e retorna ao batente na segunda-feira, a conversa é para ampliar o debate sobre a sucessão. Apesar de não estar entre os mais cotados, Lyra é visto como essencial no processo porque assumirá o governo a partir de abril, quando Eduardo reununciará ao cargo para disputar a Presidência.

Fonte: Diario de Pernambuco

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