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Falta vacina contra tétano

12 de janeiro de 2014

Mesmo sendo aplicada ao menos três vezes durante a infância, a vacina antitetânica precisa ser reforçada a cada 10 anos para não perder a eficácia. No Recife, no entanto, este reforço está cada vez mais difícil. Na maioria dos postos de saúde, não há doses disponíveis da vacina dT – aplicada em adultos para a prevenção da difteria e do tétano. Onde o estoque não está zerado, apenas gestantes e pessoas em situação de risco, como vítimas de acidentes graves, podem receber a imunização.

A Secretaria Municipal de Saúde explicou que está restringindo o atendimento porque o número de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde a Pernambuco sofreu uma baixa. Segundo a Secretaria Estadual, que recebe as vacinas e repassa aos municípios, o problema começou em agosto do ano passado, quando somente 42 mil doses da dT foram enviadas pelo governo federal. Deveriam ser 140 mil. Em nota, o Ministério explicou que, no ano passado, "houve readequação do cronograma de entrega das vacinas em função da reforma do laboratório produtor nacional (Instituto Butantan)", que limitou a fabricação.

O órgão federal alegou que o serviço foi normalizado em outubro, com o envio de 71 mil doses. O número representa quase a metade do necessário, de acordo com estimativa estadual. Segundo cálculos do Ministério, 72 mil é a média de doses enviadas por mês ao Estado durante o ano de 2013. Depois disso, Pernambuco recebeu mais 74 mil vacinas em novembro. Mas, em dezembro, o envio foi suspenso.

Agora em janeiro, chegaram 72 mil novas doses, mas a quantidade não foi suficiente para abastecer todos os postos de saúde do Recife. Por isso, o reforço continua em falta em unidades como a Vereador Romildo José Ferreira Gomes, na Imbiribeira, a do Pina, e a Djair Brindeiro, em Boa Viagem, Zona Sul. "Estamos sem a antitetânica há quase seis meses. Todos os dias, muita gente procura a imunização. Na última quinta-feira foram quatro. Mas não podemos fazer nada", lamentou um funcionário que preferiu não se identificar.

Fonte: Jornal do Commercio

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