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Estado terá 6 usinas solares

28 de dezembro de 2013

Pernambuco terá seis usinas de geração de energia solar com capacidade de gerar 122 megawatts (MW), o que corresponde a seis vezes a atual capacidade instalada no Brasil de produzir energia usando como matéria-prima o sol. O investimento será de R$ 597 milhões. Esses empreendimentos serão instalados para vender a energia comercializada no primeiro leilão de energia solar do País, realizado ontem pelo governo de Pernambuco.

O leilão teve cinco projetos vencedores, que implantarão as seis usinas. O primeiro terá a capacidade instalada para gerar 30 MW e ficará em Santa Maria da Boa Vista, no Sertão do São Francisco. Ele será implantado com um investimento de R$ 150 milhões pela Sowitec Operacional Brasil, empresa de origem alemã que tem um escritório em Salvador.

A segunda vencedora foi a companhia Enel Green Power, que implantará duas usinas, cada uma com a capacidade de gerar 5 MW e um investimento total de R$ 43,8 milhões. A terceira foi a empresa pernambucana Kroma Energia, que implantará uma unidade para produzir 29,25 MW na cidade de Flores, também no Sertão, com um investimento de R$ 149,9 milhões. O quarto empreendimento ficará no Cabo de Santo Agostinho, demandará um investimento de R$ 149,9 milhões e será implantado pelo grupo Cone Concierge S.A. E o último parque será o da empresa Sun Premiere Holding Participações – formada pela companhia chinesa Jinko e uma empresa espanhola -, que vai gastar R$ 103,1 milhões no empreendimento, localizado em Joaquim Nabuco, Mata Sul.

O preço médio da venda da energia solar ficou em R$ 228,63 por megawatt-hora (MWh). O mais barato foi R$ 193 (da empresa Sun Premiere) e o mais alto, R$ 246, da Kroma. No mês passado, o último leilão de energia eólica realizado pela União ficou em R$ 124 o MWh. O leilão realizado pelo Estado foi similar aos promovidos pela União. Foram escolhidas as empresas que apresentaram os melhores preços de venda (da energia). As vencedoras implantarão esses empreendimentos em 18 meses e venderão a energia por 20 anos.

Como a energia solar ainda é cara, o governo estadual vai compensar a diferença entre o preço da energia solar produzida pelos vencedores e o preço da energia vendida no mercado de curto prazo, que estava em R$ 249,92 na última semana. Essa compensação será um desconto no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as empresas que comprarem a energia solar. A expectativa do governo do Estado é que ocorra uma renúncia fiscal de R$ 13 milhões por ano. Se o preço da energia solar ficar igual ao da venda do mercado de curto prazo, o governo não dará o desconto do ICMS.

"É fundamental estimular a geração desse tipo de energia para que ocorra o que aconteceu com a eólica. O investimento a ser realizado vai atrair empresas que produzam esse tipo de equipamento", resumiu o governador Eduardo Campos (PSB). Ele estava se referindo ao fato de que há cinco anos a energia eólica era considerada cara. No entanto, o governo federal começou a estimular a implantação de empreendimentos eólicos e hoje os projetos desse tipo de geração estão com a energia mais barata, porque uma parte dos equipamentos é fabricada no País, inclusive no Complexo Industrial de Suape.

Fonte: Jornal do Commercio

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