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TCE: 15 ressalvas nas contas de Eduardo
19 de dezembro de 2013O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou as contas do governador Eduardo Campos (PSB) no exercício fiscal de 2012, mas listou 15 recomendações à administração estadual, das quais três são reincidentes. A aprovação foi recomendada à Assembleia Legislativa pelo voto do conselheiro João Campos, relator. Ele é primo do socialista. Apesar dos balanços do Estado estarem em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal, serão recomendadas ao governo adequações relativas ao controle das Organizações Sociais (OS) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), nomeação de quadros efetivos, controle de repasses às unidades escolares, pulverização dos recursos da saúde, entre outros.
De acordo com João Campos, o relatório contemplou "comparativos da realidade econômica de Pernambuco frente a outras unidades da Federação, nos quesitos indicadores de educação, saúde e segurança pública". Ao longo de 61 laudas, são destacados aspectos relativos à organização administrativa, às medidas de transparência do governo, aos limites orçamentários constitucionais à saúde e à educação, aos programas prioritários do governo, à assistência social e à previdência pública.
Entre as ressalvas feitas pelo órgão, constam o excessivo número de contratos temporários em secretarias e órgãos do governo. A realização de concurso público para preencher o quadro de funcionários da Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) já havia sido recomendada em março deste ano, durante julgamento das contas do exercício de 2011. A insuficiência de quadros na Arpe inviabilizam a fiscalização dos contratos e termos de parcerias firmados com as OS e as OSCIPs, cita o TCE.
Em Pernambuco, as organizações administram os hospitais Pelópidas Silveira, Dom Hélder Câmara e Miguel Arraes, além das 14 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Entre as OSs contratadas pelo governo, estão o Imip hospitalar, o Hospital Maria Lucinda e a Santa Casa da Misericórdia. O relatório ressalta que os "vultosos valores" de repasse para tais organizações merecem controle. Segundo o TCE, R$ 456,35 milhões foram destinados às OS, e R$ 21,28 milhões às OSCIPs.
Outro alerta feito pela segunda vez diz respeito à aplicação do Fundo Rodoviário de Pernambuco, que está servindo de aporte ao Complexo de Suape, em detrimento da construção e manutenção de rodovias. O governo, segundo o TCE, reconhece a constatação da auditoria e se comprometeu em saná-la. "O Poder Executivo estudará uma forma para que Suape modifique o seu procedimento com vistas a gerenciar de maneira mais transparente os recursos do Furpe", diz o relatório.
A auditoria ainda fez recomendações à educação. Para a prestação de contas dos próximos anos, o governo deverá incluir um anexo na Lei de Diretrizes Orçamentárias indicando quais são as metas educacionais, além de realizar o controle interno dos repasses às unidades educacionais e às Geres. Os relatórios também precisarão apresentar dados que evidenciem a qualidade do Ensino Médio com a implantação das escolas de referência.
Fonte: Jornal do Commercio
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