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Salário mínimo sobe para R$ 724

19 de dezembro de 2013

SÃO PAULO E BRASÍLIA – Após uma operação do Palácio do Planalto que envolveu a promessa de liberação de um bônus de R$ 2 milhões para obras apadrinhadas por deputados e senadores influentes, o Congresso aprovou na madrugada de ontem o Orçamento de 2014. O texto segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff. De acordo com o Orçamento de 2014, o salário mínimo vai ser de R$ 724 a partir de 1º de janeiro. Hoje vale é R$ 678.

Caso seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff, o novo salário mínimo deve representar um acréscimo de R$ 46 bilhões na economia brasileira no ano que vem, de acordo com estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP).

O reajuste de 6,6% representa aumento real de 0,8%, o menor verificado nos últimos anos. Em 2013, o salário mínimo teve aumento real de 2,7% e em 2012, de 7,6%.

A presidente Dilma Rousseff confirmou o reajuste do mínimo em entrevista ao programa Supermanhã, da Rádio Jornal. "A regra da correção do salário mínimo depende do fechamento do PIB [Produto Interno Bruto e da inflação, mas dá para sabermos que ficará entre R$ 722 e R$ 724. Se tivermos perto de R$ 724 arredondamos para cima, damos uma força", disse. "O pessoal pode ficar satisfeito antecipadamente", completou a presidente.

OUTROS GASTOS

Além de aprovar o novo mínimo, o Congresso cortou R$ 1 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O corte representa menos de 2% do valor reservado ao programa e foi direcionado principalmente para atender as emendas parlamentares.

Os investimentos de forma geral foram aumentados em R$ 15 bilhões.

A previsão total de receita em 2014 é de R$ 2,4 trilhões. O texto ainda libera quatro das seis obras que tiveram recomendação de bloqueio de recursos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por suspeita de irregularidades graves.

Pelo texto, R$ 654,7 bilhões serão usados para o refinanciamento da dívida pública e R$ 105,6 bilhões serão destinados exclusivamente a investimentos de empresas estatais.

A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) chegou a subir o tom e avisou que sem a aprovação do Orçamento o governo não se comprometeria a não vetar uma das principais bandeiras de Henrique Alves (RN), presidente da Câmara dos Deputados e cacique do PMDB. Trata-se da regra inserida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que obriga o governo a executar parte das emendas parlamentares.

Fonte: Jornal do Commercio

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