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Aeronauta decide greve hoje
18 de dezembro de 2013RIO – Representantes dos sindicatos de aeronautas (pilotos, copilotos e comissários de voo) e aeroviários (pessoal que trabalha em terra) filiados à Federação Nacional de Trabalhadores em Empresas de Transporte Aéreo (Fentac) se reúnem hoje com representantes das companhias aéreas para mais uma rodada de negociações sobre reajustes salariais e outros benefícios. Se o impasse for mantido, as categorias prometem entrar em greve na próxima sexta-feira, dia 20. A Fentac é ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). No último dia 13, os trabalhadores decidiram aprovar um indicativo de greve.
A reunião será às 14h (13h no Recife) na sede do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), no Rio. Aeronautas e aeroviários pedem reajuste de 8%. Os aeroviários reivindicam ainda aumento de 48% sobre o piso dos operadores de equipamentos (pessoas que manejam equipamentos pesados na pista), de R$ 1.080 para R$ 1.600 mensais.
As empresas propuseram aumento de 5,6%, equivalente à inflação acumulada em 12 meses encerrados em novembro, medida pelo INPC, para salários até R$ 10 mil. Para salários acima desse valor, a proposta foi de um valor fixo de R$ 560. A proposta das empresas inclui ainda correção de 8% no vale refeição e 5,6% no vale alimentação. Os trabalhadores pedem alta de 20% para ambos.
O SNEA já firmou acordo os sindicatos dos Aeroviários do Estado de São Paulo (Saesp), dos Aeroviários do Amazonas (Sindamazonas), dos Aeroviários de Minas Gerais (SAM) e dos Trabalhadores em Empresas Aéreas do Município do Rio de Janeiro (Simarj), todos sob coordenação da Federação Nacional de Trabalhadores em Empresas de Transporte Aéreo (FNTTA), que é ligada à Força Sindical.
De acordo com o SNA, a proposta das empresas áreas prevê reajuste do piso salarial em 7%, aumento de 5,6 % dos salários até R$ 10 mil e, em valor fixo, elevação de R$ 560 dos salários acima de R$ 10 mil, além de aumento de 8% no vale-refeição. O reajuste proposto no valor do vale-alimentação e demais cláusulas econômicas é 5,60%.
O diretor do SNA, José Adriano Castanho, reforçou que os trabalhadores esperam alguma evolução durante as negociações para que a categoria não precise entrar em greve. "Isso é ruim para o usuário, não queremos fazer." De acordo com Castanho, a principal reivindicação dos trabalhadores são as cláusulas sociais e não a questão financeira. "Não temos previdência privada e plano de saúde, queremos a organização das folgas, já que ficamos disponíveis 11 horas por dia para voar e, muitas vezes, voamos três horas e passamos o resto do tempo em hotel e sendo privados da convivência com a família, sem receber pelas horas que ficamos em solo", disse.
Fonte: Jornal do Commercio
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