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Estado ganha 1ª usina solar
12 de dezembro de 2013Foi inaugurada ontem a primeira usina de geração solar do Estado. Instalada num terreno anexo ao da Arena Pernambuco, a planta demandou um investimento de R$ 10 milhões e tem potência instalada para atender ao consumo de energia de cerca de seis mil pessoas. O empreendimento vai gerar entre 30% e 35% da energia a ser utilizada na Arena Pernambuco, que vai receber cinco jogos da Copa do Mundo de 2014.
"É um marco para o futuro. A matriz energética terá que ser revista no Brasil. Os países desenvolvidos estão investindo em energias renováveis, principalmente em energia solar", disse o secretário estadual de Recursos Hídricos e Energéticos, Almir Cirilo, presente à inauguração do empreendimento.
A usina é pequena, mas representa apenas o começo desse tipo de geração. No terreno, foram instalados 3.652 placas fotovoltaicas que captam a luz do sol, transformando-a em energia elétrica. "Não sabemos nada de energia solar, mas estamos aprendendo", afirmou a assessora de eficiência energética do Grupo Neoenergia, Ana Mascarenhas. O Neoenergia é dono da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).
Por ano, a expectativa é de que sejam gerados 1.500 megawatt-hora (MWh) na usina solar da Arena. O MWh indica o consumo. Experimentalmente, a planta está produzindo desde a semana passada. A energia gerada no local será consumida pelo estádio e a sobra será injetada na rede de distribuição da Celpe.
"Percebemos que o preço de instalação de uma usina solar está mais baixo", contou Ana. Inicialmente, a empresa ia investir R$ 15 milhões na planta local. O gasto ficou em R$ 10 milhões, dos quais R$ 1,8 milhão foi bancado pela Construtora Odebrecht, que vai operar a usina por um período de 30 anos. Os R$ 8,2 milhões restantes saíram do Programa de Eficiência Energética do Grupo Neoenergia.
Ana alegou que a instalação da usina solar de Pituaçu, no estádio homônimo em Salvador, foi, proporcionalmente, 30% mais cara do que a pernambucana.
Inaugurada em abril de 2012, a usina de Pituaçu custou R$ 5,6 milhões, é menor do que a pernambucana e tem a capacidade de gerar 630 MWh por ano. "Os equipamentos estão ficando mais baratos, mas quase tudo usado numa usina solar ainda é importado", lamentou.
Fonte: Jornal do Commercio
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