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Inflação ainda pesa no bolso do brasileiro

7 de dezembro de 2013

Recife e Brasília – Depois de meses figurando no pódio nacional da inflação, a Região Metropolitana do Recife finalmente foi para o fim da fila. Em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,45% (em outubro foi 0,66%). Foi o segundo resultado mais baixo entre as regiões pesquisadas pelo IBGE. Empatou com São Paulo e só ficou atrás de Salvador (0,39%). Também ficou abaixo da média nacional (0,54%).

O item alimentação e bebidas teve alta de 0,69% no mês passado. A farinha de mandioca, que durante meses causou dor de cabeça aos compradores, baixou 1,64%. Mas houve produtos que subiram com força em novembro. Os tubérculos, raízes e legumes tiveram alta de 6,85%. Já as hortaliças e verduras aumentaram 6,69%. Vilão do início do ano, o tomate aumentou 18,71% no mês passado. 

Mesmo com o recuo de novembro, no acumulado do ano, a Região Metropolita do Recife ainda leva o título de maior inflação do país, com 5,90%. Já na soma dos últimos 12 meses, ocupa o segundo posto, com 6,75%. Só fica atrás de Fortaleza (6,93%). O IBGE pesquisa os preços em nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

Brasil
Apesar do leve recuo em relação ao 0,57% de outubro, especialistas não acreditam que as pressões dos preços estão diminuindo. Pelo contrário. A partir de dezembro, a expectativa é de aumento no custo de vida, principalmente, por conta do reajuste dos combustíveis, o que deve se tornar mais evidente em 2014. Alguns analistas estimam que o IPCA ficará acima de 6%, podendo chegar, conforme algumas projeções, a 6,5% – teto estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). 

No acumulado em 12 meses até novembro, o IPCA bateu em 5,77%. “A taxa de novembro ficou um pouquinho menor na comparação com outubro. Foi resultado muito próximo, um nível muito semelhante”, observou a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes. Segundo ela, o impacto do reajuste dos combustíveis, ocorrido em 30 de novembro, será percebido no IPCA de dezembro.

O economista sênior do banco BES Investimento, Flávio Serrano, por exemplo, demonstrou preocupação com a forte disseminação da inflação na maioria dos itens que compõem o indicador. “O índice de difusão permaneceu em nível muito elevado, chegando a 68,2% de produtos, ante 67,7% em outubro”, alertou. “O mercado espera um IPCA ligeiramente mais salgado daqui para frente”, avisou.

Fonte: Diario de Pernambuco

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