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Novo recuo de Eduardo
6 de dezembro de 2013O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), deixou a sede provisória do governo, no Centro de Convenções, ontem, sem atender a imprensa. Momentos antes, o socialista acabara de decidir pela não extinção da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, após pressão de entidades da sociedade civil, especialmente o Centro de Cultura Luiz Freire. Com o segundo recuo no projeto de reforma de secretariado, já aprovado em primeira discussão na Assembleia Legislativa, ele buscou se afastar de uma nova agenda negativa.
Semelhante ao que aconteceu com a Secretaria de Cultura, que estava prestes a ser extinta, a pressão de entidades ligadas à área surtiu o efeito desejado. A reunião comandada por Campos envolveu Lourdes Vinokur, presidente do Conselho Estadual de Assistência Social, Ana Rita Suassuna, presidente do Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas), Socorro Araújo, membro do Coegemas, além da secretária titular da pasta, Laura Gomes, do secretário de Casa Civil, Tadeu Alencar, e do vice-governador João Lyra Neto (PSB).
Com a anuência do líder do governo na Assembleia, deputado Waldemar Borges (PSB), o Executivo elaborou uma emenda ao projeto de lei que tramita na Casa de Joaquim Nabuco para que a secretaria não mais fosse incorporada à pasta de Governo, como previsto. Imediatamente o governador assinou o documento que deverá ser votado na sessão da próxima segunda-feira (9).
O secretário Tadeu Alencar nega que tenha havido um recuo da administração e afirma que o governador foi convencido pelo argumento de que a área poderia sofrer com subvalorização nos municípios, já que a secretaria deixaria de existir.
"Nós temos uma tradição de militar na questão dos direitos humanos. O fundamental é que o governo estava aberto ao diálogo, também uma característica da nossa gestão, e chegamos ao termo de não fundir as secretarias", destacou o secretário.
Ainda não foi avaliado o impacto financeiro que o recuo deve gerar, o que reforça o caráter improvisado da reforma no secretariado.
Fonte: Jornal do Commercio
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