Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Apenas uma estação em obras

29 de novembro de 2013

Quatro estações de embarque e desembarque de passageiros, das sete previstas para compor o corredor fluvial de transporte público do Recife, estão delimitadas por tapumes, às margens do Rio Capibaribe. Mas só há indício de obra em uma delas, localizada no Derby, ao lado do Memorial da Medicina. Apesar do atraso, o governo do Estado mantém a promessa de inaugurar o serviço em junho de 2014.

Programada para começar em outubro, a Estação Santana (atrás do parque de mesmo nome) ainda não tem uma estaca sequer. A Secretaria Estadual das Cidades, responsável pelo programa Rios da Gente, já derrubou as árvores de mangue e abriu o terreno, mas por enquanto só faz a limpeza do lugar.

A construção da Estação Centro, na cabeceira da Ponte Velha, bairro de São José, também deveria ter sido iniciada em outubro, mas falta desapropriar um imóvel. Situada por trás da Estação Central do Metrô, a área está parcialmente demarcada e, por enquanto, máquinas trabalham na limpeza do terreno.

Na Estação Torre, perto do supermercado Carrefour, o governo só fez colocar tapumes, indicando à população o local exato da obra. O serviço encontra-se em estágio mais avançado na Ilha Joana Bezerra, nas imediações do Fórum Rodolfo Aureliano, onde funcionará o galpão de manutenção das embarcações.

De acordo com a secretária-executiva de Articulação Institucional e Captação de Recursos do Estado, Ana Suassuna, o governo não iniciou os serviços porque aguardava permissão para derrubar a vegetação das margens, nos trechos onde serão implantadas as estações. A licença, diz ela, foi concedida pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) e o plano de compensação, para plantio em outras áreas da cidade, está definido.

"É um atraso que não compromete o cronograma final", garante Ana Suassuna. As estações terão catraca, píer, sala de espera e lojinhas. Completam a rota fluvial as Estações Guararapes (Rua do Sol, perto dos Correios), Apipucos (próximo da BR-101) e Tacaruna, no Rio Beberibe.

A liberação do terreno da Estação Tacaruna está sendo negociada com a Marinha. A Estação Apipucos ficará para uma etapa posterior, porque depende da entrada do transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) na rodovia, diz Ana Suassuna.

O governo vai gastar R$ 289 milhões para transportar dez mil passageiros por dia, em 13 barcos, no corredor fluvial, com recursos do PAC Mobilidade e do Estado. Isso corresponde a somente 0,5% da quantidade de passageiros transportados diariamente nos ônibus que circulam na Região Metropolitana do Recife – cerca de 2 milhões.

Para construir as estações serão derrubadas árvores de mangue, espécies da mata atlântica (aroeira-da-praia, ingá, espinheiro, imbaúba, cajá, caju, jenipapo, salgueiro-da-mata e pitomba) e vegetação exótica – coqueiro, sombreiro, castanhola, mangueira, carolina, azeitona roxa, ficus e palmeira-imperial. São 6,02 hectares de vegetação.

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias