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Um golpe a cada 12 segundos

26 de novembro de 2013
RIO – Recorde histórico no Brasil, outubro de 2013 registrou 224.025 tentativas de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos, de acordo com os dados divulgados ontem pela Serasa Experian. Isso representa uma tentativa de fraude a cada 12 segundos no País.

Entre janeiro e outubro deste ano, ocorreram 1,81 milhão de tentativas de fraude. No mesmo período de 2012, houve 1,76 milhão de registros e, no mesmo período em 2011, 1,63 milhão. O recorde registrado em outubro é consequência do efeito sazonal da fraude observada próximo ao Dia das Crianças. Neste período, o risco de fraude tende a ser maior.

 
O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor mostra, ainda, que, em outubro de 2013, lideraram os registros o setor de telefonia, com 110.470, representando 49,3% do total. Segundo a entidade, a alta foi de quase 10% em relação aos 40,2% registrados pelo setor no mesmo mês de 2012.
 
Já o setor de serviços – que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral (salões de beleza, pacotes turísticos etc.) – teve 59.743 registros, equivalente a 26,7% do total, o maior valor mensal do ano até agora. No mesmo período no ano passado, este era o setor que mais sofria tentativas de fraudes, respondendo por 28,6% das ocorrências.
 
O setor bancário é o terceiro do ranking de registros em outubro de 2013. Embora não tenha sido recorde histórico, bancos e financeiras atingiram 36.411 tentativas, 16,3% do total, o maior valor em 12 meses. No mesmo período de 2012, o setor respondeu por 22,6% dos casos. O ranking de tentativas de fraude de outubro de 2013 é composto, ainda, por varejo (6,2%) e demais (1,6%).
 
Pesquisas da Serasa Experian apontam que estão mais suscetíveis às fraudes os consumidores que tiveram seus documentos roubados. Segundo o órgão, com apenas uma carteira de identidade ou um CPF nas mãos de golpistas, dobra a probabilidade de ser vítima de uma fraude – às vezes, os criminosos chegam a combinar dados, montando uma "nova" identidade com informações de filiação de uma pessoa e data de nascimento de outra.
 
Segundo a Serasa Experian, até pessoas que já morreram são vítimas de fraude: criminosos usam os dados pessoais de falecidos, como nome e CPF, para adquirir bens, serviços e linhas de crédito, deixando prejuízos para os comerciantes e dor de cabeça e sofrimento para as famílias. 

Fonte: Jornal do Commercio

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