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Nova Beira Rio terá elevado
19 de novembro de 2013O projeto da nova Avenida Beira Rio, que será construída na estrada de terra que liga a Ponte da Torre à da Capunga, nas Graças, deverá ter um elevado sobre o Rio Capibaribe. A via ficará no lado leste do rio. Em um levantamento preliminar feito pela Prefeitura do Recife constatou-se que três prédios foram erguidos irregularmente sobre a via, impedindo a passagem em linha reta. De acordo com o secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos do Recife, Nilton Mota, outros 15 imóveis serão desapropriados. A avenida funcionará como uma rota alternativa à Avenida Rui Barbosa, aumentando a mobilidade local. Diariamente 24 mil veículos circulam pela Rui Barbosa, conforme dados da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU).
O projeto de urbanização da estrada se arrasta desde 2009, quando o Bar Garagem foi demolido, e prevê pavimentação da rua, de 858 metros de extensão, requalificação e construção de calçadas com 2,5 metros de largura, ciclovia e circuito de caminhada, duas faixas para veículos e uma para ciclistas. O Diario percorreu o traçado e encontrou obstáculos. Pela estrada de terra, motoristas e pedestres são obrigados a entrar na Rua Manoel de Almeida porque a sede do Centro Espírita de Pernambuco fecha a passagem. Na Rua das Graças e depois na Dom Sebastião Leme, nos dois lados da via construções impedem de novo o acesso. É assim também no cruzamento com a Doutor Oswaldo Salsa, que antecede a Rua das Pernambucanas, onde um edifício e o estacionamento da Maurício de Nassau margeiam o rio.
A alternativa encontrada, segundo Mota, é o elevado. Eles dispensariam o uso de aterros. “Será elevado de estacas com laje pré-moldada de concreto. Isso economizaria tempo e não prejudicaria o meio ambiente. Esse elevado fica a cerca de 1 metro do solo”, pontuou. A medida do viaduto da Beira Rio, cujo projeto será submetido a análise pelos órgãos municipais e estaduais de proteção ambiental, ainda está sendo estudada e dependerá do traçado da via. As indenizações para os demais imóveis custarão entre R$ 5 e 8 milhões. De acordo com o secretário, as negociações ainda não começaram porque técnicos ainda estão fazendo o levantamento. “Até o momento, houve apenas uma conversa informal com a Faculdade Maurício de Nassau, que se mostrou favorável”.
O projeto da obra está em fase de elaboração mas R$ 57,5 milhões de um total de R$ 60 milhões para sua execução já foram liberados pelo governo federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Em março deste ano, o prefeito viajou a Brasília e assegurou a verba. Como é uma operação de crédito, apresentamos, em 31 de maio, a documentação técnica e jurídica à Caixa Econômica. Enquanto isso, estamos fazendo, com recursos próprios, o projeto, que está orçado em R$ 896 mil”, detalhou Mota. A previsão é de concluir a proposta em janeiro de 2014 e em março assinar o contrato com a Caixa para abrir a licitação.
Fonte: Diario de Pernambuco
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