Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Bike PE em ritmo lento

12 de novembro de 2013
A promessa, anunciada em maio deste ano, era implantar 70 estações do projeto Bike PE no Recife, em Olinda e Jaboatão dos Guararapes até o fim de 2013. A menos de dois meses para a conclusão desse prazo, o número de estações instaladas não chega nem à metade. As cidades de Olinda e Jaboatão receberam, cada uma, cinco estações. O impasse está na capital. Dos 60 pontos previstos para o Recife, apenas 23 estão funcionando. O ritmo lento tem sido alvo de reclamação dos ciclistas que cobram agilidade na execução do projeto. Ontem foi realizada uma reunião entre representantes da Prefeitura do Recife (PCR) e da Serttel, empresa responsável pela implantação das bicicletas, para tentar acelerar a instalação das 37 estações pendentes.

De acordo com o presidente da Serttel, Ângelo Leite, o atraso ocorreu em função da dificuldade de encontrar locais adequados para implantação das estações. "Há áreas da cidade, sobretudo nos bairros do Derby, Espinheiro e Graças, onde é mais difícil localizar calçadas largas, que pudessem receber as estações. Nossa preocupação era não atrapalhar a mobilidade do pedestre", explicou. Segundo ele, o impasse está sendo resolvido e, até o fim deste mês, todas as estações previstas para os bairros da Zona Norte, contemplados pelo projeto, já deverão estar funcionando.

 
"Há uns dois meses que o projeto está em banho-maria. Indicamos vários locais, mas a prefeitura não tem aprovado esses pontos. A nossa sugestão é que sejam aproveitadas vagas destinadas hoje aos carros, o que tem sofrido uma certa resistência do poder público. Isso terminou emperrando a instalação de novos pontos. Só quem perde com esse atraso é a população. A demanda por bicicletas é enorme e, quanto mais cedo o projeto for concluído, melhor para a mobilidade da cidade", afirma Felipe Malagueta, integrante da Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo).
 
Uma das principais reivindicações dos usuários de bicicleta, sobretudo os que usam o equipamento no deslocamento para o trabalho, é que também sejam instaladas estações nos terminais integrados (TIs). Com isso, seria possível fazer a troca de modal, numa articulação com ônibus e metrô. Na Estação Joana Bezerra, por exemplo, na região central do Recife, não existe nenhum equipamento do projeto. "É uma pena porque a necessidade aqui é muito grande. As pessoas chegam de ônibus e de metrô e poderiam usar as bicicletas para complementar a viagem", diz o porteiro Antônio Carlos do Nascimento, 45 anos, morador da comunidade do Coque, na Ilha Joana Bezerra. Há mais de 20 anos, a bicicleta é o seu principal meio de transporte. "Se tivesse uma dessas laranjinhas aqui, poderia deixar a minha em casa", afirma, fazendo referência à cor das bikes do projeto.
 
O presidente da Serttel diz que a reivindicação do porteiro é legítima e pertinente. "Com certeza, isso poderá acontecer, no futuro, numa possível ampliação do número de estações. A experiência piloto seguiu uma lógica de deslocamentos menores entre os bairros, como estratégia para criar a cultura da bicicleta na cidade. Com o tempo, outros pontos poderão ser incluídos na atual rota", explica Ângelo Leite.
 
Atualmente, existem cerca de 40 mil pessoas cadastradas no projeto. Só no mês passado, foram realizadas 25 mil viagens usando as bikes do programa. 

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias