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Mais um passo para acelerar a Via Mangue

6 de novembro de 2013
O último impasse para a viabilização da Via Mangue – corredor expresso que ligará o Centro do Recife à Zona Sul – foi resolvido ontem. A Assembleia Legislativa aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei do Executivo de nº 1656/2013, autorizando o Estado a doar ao município a área de 418,2 mil metros quadrados onde funcionava o Aeroclube, na comunidade de Encanta Moça, no Pina. Um trecho de aproximadamente 900 metros do traçado da via passará pelo terreno.

"Sem essa área, seria impossível concluir a Via Mangue", afirma o secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos do Recife, Nilton Mota. Segundo ele, a área – desapropriada pela Justiça em março – vinha sendo utilizada como canteiro de obras para uma via elevada, de cerca de dois quilômetros, que começa nesse terreno e termina nas imediações das Ruas Tenente João Cícero e Dona Maria Carolina, em Boa Viagem. "Hoje (ontem) já iniciamos a demolição dos galpões do aeroclube, garantindo a entrega da obra até abril, como planejado."

 
A via elevada altera o traçado original, modificado para reduzir o impacto ambiental. Ela evitou o aterro de 52 mil metros quadrados de mangue. O custo também foi alterado de R$ 319 milhões para R$ 383,45 milhões. "Ainda deve haver aumento, pois vão surgindo intervenções que não estavam previstas", registrou Mota, informando que 70% do projeto estão prontos, graças à implantação de um terceiro turno e aumento de funcionários em janeiro. "Em dezembro, esse percentual era de 38%, ou seja, fizemos em dez meses o que antes se fez em 20", observou, referindo-se à gestão anterior, quando se previa conclusão do projeto para setembro passado.
 
PALAFITAS
Além de utilizar o terreno para a Via Mangue, o município poderá usar a área remanescente "para a finalidade que julgar necessária, inclusive para fins de construção de habitações de interesse social, as quais poderão ser viabilizadas por meio do programa Minha Casa Minha Vida, Programa de Aceleração do Crescimento ou quaisquer outras modalidades de contratações", conforme o projeto de lei, aprovado por unanimidade.
 
Questionado sobre a possibilidade de transferir as famílias que moram em palafitas na comunidade do Bode para o terreno, o secretário disse que isso não está definido, mas que ele "vai servir de mecanismo para a urbanização" da localidade, pois esse é um compromisso do prefeito Geraldo Julio.
 
Há 20 anos morando no Bode, com vários parentes, a doméstica Maria de Lourdes Mota da Silva, 48 anos, apela por uma resposta concreta. "Seria bom se a prefeitura nos procurasse para conversar", diz. O projeto vai à segunda votação hoje e deve ser sancionado até a próxima semana. 

Fonte: Jornal do Commercio

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