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Brasil terá déficit de gasolina em 2025

25 de outubro de 2013
O Brasil terá um déficit de 40 milhões de metros cúbicos de gasolina em 2025. Mesmo com a entrada em operação de novas refinarias de petróleo, o consumo será muito superior à oferta. Essa conta é do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), que também calcula em R$ 2,5 bilhões o investimento em infraestrutura que os portos brasileiros terão que fazer para dar conta da movimentação dos derivados de petróleo, num horizonte de 12 anos. O tema logística permeou os debates do segundo dia de conferências do Pernambuco Petroleum Business (PPB), que segue até hoje no Centro de Convenções, em Olinda.

"Se o cenário permanecer como está, o consumo de gasolina vai dobrar em 2025, exigindo o aumento das importações. Hoje, a demanda é de 45 milhões de metros cúbicos e vai saltar para 96 milhões m³. Mesmo com a entrada em funcionamento da Refinaria Abreu e Lima e das Premium I e II, a multiplicação das vendas de automóveis serão superiores à capacidade de produção", afirma o gerente sênior do Ilos, Marcus D?Elia.

 
No caso do diesel, o cenário é mais promissor. Com o reforço das refinarias nordestinas (sobretudo a Abreu e Lima, que vai transformar 70% do seu petróleo em diesel), em 2025 a região vai deixar de ser importadora do produto para ter volume excedente. Daqui há 12 anos, o Brasil vai produzir 97,5 milhões m³ de diesel e vai consumir 88 milhões m³, sobrando 9,5 milhões m³ para exportar.
 
"No caso da gasolina vamos nos deparar com um problema grave nos próximos 10 anos. Por enquanto percebemos uma discussão morna por parte da Petrobras. É preciso intensificar esse debate, porque teremos um desafio e ao mesmo tempo um mundo de oportunidades", observa D?Elia. O estudo realizado pelo Ilos aponta uma lista de nove portos que poderão se credenciar como estratégicos no transporte de derivados de petróleo. O Complexo de Suape é um deles, junto com Itacoatiara, Vila do Conde, Miramar, São Luís, Pecém, Santos, São Sebastião e Paranaguá.
 
O levantamento alerta para a necessidade de investimentos na operação portuária, estrutura de píer, parque de tancagem e modais terrestres, totalizando R$ 2,5 bilhões. "Apesar de não ser um investimento muito alto para obras de infraestrutura, essas obras não estão dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)", diz D?elia.
 
Durante a conferência, empresários destacaram as oportunidades de negócios no setor de logística. O executivo da Global Airfreigth Internacional, Choon Lay, apresentou como a empresa de Cingapura transporta grandes equipamentos em aviões cargueiros. Com a42 anos de mercado, a empresa tem receita anual de US$ 200 milhões e emprega 600 pessoas. Já o executivo da área de logística da Petrobras, Valter Azevedo, mostrou os gargalos logísticos para o transporte de grandes equipamentos no País e como o setor é estratégico na redução de custos. 

Fonte: Jornal do Commercio

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